Táxis no Tejo são sonho antigo que Moedas quer realizar. "Podemos ir além de Algés e até Vila Franca"

Teresa Leal Coelho já tinha o projeto numa fase muito avançada. Agora, a antiga vereadora em Lisboa acredita que Carlos Moedas porá em prática "o projeto, que, por um lado, pretende devolver o rio à cidade, integrando o Tejo de forma mais acentuada e dinâmica, como um espaço de mobilidade e também de lazer, e, por outro lado, aproximar as duas margens do Tejo, em parceria com os municípios da margem Sul".

PorPaula Dias e Catarina Maldonado Vasconcelos
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens (arquivo)

Teresa Leal Coelho, antiga vereadora em Lisboa, diz-se satisfeita com as ideias de Carlos Moedas para os táxis no Tejo, que a própria já tinha em fase muito adiantada. A social-democrata já tinha feito uma forte aposta num projeto de táxis no rio, apresentado na esfera pública e com parceiros já a bordo. Ouvida pela TSF, Teresa Leal Coelho categoriza a ideia, adiantada por Moedas, dos táxis ao longo de toda a frente ribeirinha, desde Algés até ao Parque das Nações, como "um projeto de continuidade e que será gradual".

A antiga vereadora acredita que a iniciativa pode até ser estendida além dos limites já pensados pelo autarca eleito. "A médio prazo, podemos alargar. De um lado, além de Algés. Do outro lado, podemos ir até Vila Franca com este projeto."

"Esse é o projeto que continua precisamente o projeto que foi lançado em campanha eleitoral, em 2017, e que está numa fase já bastante avançada. Não obstante o período da pandemia ter tido alguns atrasos, foi firmado mesmo um protocolo e também estabelecidas relações de parceria com a Transtejo e com o porto de Lisboa."

Ouça a entrevista de Paula Dias com Teresa Leal Coelho.

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A antiga vereadora lembra que se trata de entidades "hoje vinculadas à concretização deste projeto" chamado Cais do Tejo, e refere que já há limites de datas fixados: "O prazo que está estabelecido no protocolo que foi assinado prevê que, até ao final do primeiro trimestre de 2021 - o atraso é algum, mas não é muito - deva ser apresentada uma proposta de concretização do projeto no que diz respeito ao plano de negócios e uma proposta de financiamento."

Teresa Leal Coelho acredita que a autarquia está, assim, "em condições de avançar com o projeto, que, por um lado, pretende devolver o rio à cidade, integrando o Tejo de forma mais acentuada e dinâmica, como um espaço de mobilidade e também de lazer, e, por outro lado, aproximar as duas margens do Tejo, em parceria com os municípios da margem Sul". No entanto, não consegue assinalar uma data para que os táxis estejam a operar no rio. "Na minha perspetiva, já os devíamos ter, até porque se trata do novo modelo de economia que muita falta faz à cidade de Lisboa", advoga, frisando que, em 2018, o turismo rendeu à capital 14,7 milhões de euros e criou 200 mil empregos. "Esta é uma oportunidade para criar muitos mais empregos, e o seu próprio emprego, para os que são proprietários de barcos."

Neste projeto, estão envolvidos 13 cais de acostagem, que já estão em recuperação. "Alguns estão mesmo já prontos para receber este projeto, e, por isso, parece-me que pode ser uma prioridade imediata e que, daqui a poucos meses, tenhamos já um regulamento que permita sobretudo embarcações amigas do ambiente a circular no Tejo", acrescenta Teresa Leal Coelho, que fala em novas formas de mobilidade, desencadeadas pelo público e, sobretudo, pelo privado.

"O nosso projeto assentava, em grande medida, nesta linha de orientação. Tivemos muitos, muitos contactos. Nunca nenhum projeto recolheu tanta disponibilidade civil como este."

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