Antiga PSA Mangualde vai para lay-off e suspende nova equipa

A fábrica automóvel da Stellantis de Mangualde vai entrar de novo em lay-off. A falta de semicondutores levou também a empresa a suspender o novo turno que ia arrancar no próximo mês.

A Stellantis Mangualde vai entrar em lay-off, tal como aconteceu o ano passado. A medida já está a ser negociada com a Comissão de Trabalhadores. A antiga PSA justifica o recurso ao lay-off com "a crise mundial de fornecimento de componentes" que "continua a provocar paralisações em vários setores de atividade, nomeadamente na indústria automóvel".

Ainda na semana passada a fábrica de Mangualde esteve parada por falta de semicondutores. No ano passado, a escassez de chips causou também várias paragens.

"No primeiro trimestre de 2022, a fábrica de Mangualde quase não sentiu esta crise. No entanto, nos últimos dias teve de cancelar algumas jornadas de atividade. Trata-se de uma situação imprevisível, uma vez que não se sabe, até à data, até quando é que a produção poderá ser impactada", afirma a Stellantis.

A empresa garante que esta primeira paragem registada este ano não teve "impacto económico na remuneração mensal dos colaboradores" por ter sido usada a bolsa de horas.

"No entanto, para proteger a atividade e salvaguardar os postos de trabalho, a empresa terá novamente de aplicar o regime de Lay-off tradicional (semelhante ao aplicado em 2021)", explica à TSF.

A falta de chips teve já outra consequência. A empresa decidiu suspender "temporariamente o arranque do turno adicional, a (6.ª noite), que estava previsto para maio" e que ia levar à contratação de 90 pessoas. Esta nova equipa seria criada devido ao aumento da procura dos veículos fabricados na unidade.

"De acordo com este contexto, iremos ajustar a necessidade de efetivos, continuando com uma organização de trabalho mais adaptada à previsão a curto e médio prazo e adequando a produção à disponibilidade de componentes", remata a administração da Stellantis Mangualde

A fábrica que produz para as marcas Peugeot, Citroën e Opel emprega 900 operários, que estão divididos em três turnos. Do centro de produção saem diariamente, em média, 350 veículos.

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