Apenas a China vendeu mais para Portugal durante a pandemia

A razão está relacionada com o combate à Covid-19.

Num cenário de enorme contração do comércio internacional por causa da pandemia do novo coronavírus, um único país conseguiu aumentar o valor das exportações que fez para Portugal nos meses de março, abril e maio.

A conclusão é visível nas estatísticas do comércio internacional divulgadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que revelam que entre os principais parceiros internacionais "apenas a China registou um aumento" nas importações.

Ou seja, fazendo as contas, mais 4% no conjunto dos meses de março, abril e maio, valor que sobe para 5,1% nesse último mês em análise - o primeiro depois do estado de emergência e no início do processo de desconfinamento.

O INE detalha que este aumento chinês está relacionada com a compra ao estrangeiro de bens de consumo, "essencialmente pela importação de material de proteção individual (maioritariamente máscaras)".

Para além da China, as estatísticas hoje divulgadas pelo INE estão cheias de centenas de números com variações negativas.

Além da China, tudo a descer

Globalmente, as exportações e as importações em Portugal diminuíram 39% e 40,2%, respetivamente, em maio, valores semelhantes aos que se tinham registado no mês anterior, abril, em pleno estado de emergência.

Portugal vendeu e comprou muito menos ao estrangeiro nestes meses sendo que no ponto das compras a China é, de facto, a exceção.

Em março, abril e maio Portugal importou bens da China no valor de 716 milhões de euros, mais 27 milhões que no mesmo período do ano anterior.

Pelo contrário, aquilo que o país comprou aos países da União Europeia caiu 32,3%, nomeadamente -55,3% à França, -36,5% à Alemanha, -31,9% ao Reino Unido e -26,8% à Espanha.

Entre os principais parceiros económicos mais distantes, as importações dos EUA caíram 52,2% e as da Rússia 75,2%.

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