Apoio para pais com filhos em casa deve ter "efeito imediato". PSD considera medida tardia

A UGT e a CGTP têm vindo a defender um apoio para os pais em teletrabalho, mas consideram ser necessário aguardar para conhecer os pormenores da nova medida anunciada pelo Executivo. O PSD acredita que a proposta mostra que "o Governo anda por reação", visto que há muito que são conhecidas estas dificuldades.

"O que nós temos vindo a reivindicar é que todos os pais que estão a apoiar os filhos devem receber retribuição total." É assim que reage Isabel Camarinha às notícias que dão conta de que pais com filhos até ao 4.º ano de escolaridade podem trocar teletrabalho por um apoio.

A secretária-geral da CGTP defende, em declarações à TSF, que é necessário "garantir os direitos dos trabalhadores que estão em teletrabalho e garantir os direitos das crianças".

Isabel Camarinha aguarda os pormenores da decisão do Governo, mas admite que a medida "é importante e tem de ter efeito imediato", porque há três semanas que os encarregados de educação voltaram a estar nesta situação.

Sérgio Monte, da UGT, também refere que a central sindical tem vindo a defender a adoção da medida. "Temos vindo a reivindicar junto do Governo que os pais que estão a tomar conta dos seus filhos devam receber o seu salário a 100%."

"Não sabemos ainda muito bem como vai ser calibrada a medida", garante o representante da UGT que considera "caricato" que a medida tenha sido divulgada pelos meios de comunicação social e não em sede de concertação social.

O PSD acredita que a proposta mostra que "o Governo anda por reação", visto que há muito tempo que são conhecidas as dificuldades das famílias, esclarece Clara Marques Mendes. "O Governo foi questionado, designadamente pelo PSD, ainda na semana passada. A ministra do Trabalho e Solidariedade e Segurança Social foi questionada sobre este problema e sobre o que iria fazer. Disse que as medidas eram suficientes."

A intenção do Executivo de mudar os apoios sociais aos trabalhadores que têm de tomar conta dos filhos em casa, em tempo de escola à distância, agrada, no entanto, ao PSD, tal como à CGTP e à UGT. Todos lamentam, porém, que a alteração chegue somente agora. É um aspeto "positivo", mas que peca por tardio, diz Clara Marques Mendes.

O PSD é, além do PCP e do BE, um dos partidos que tem agendado para quinta-feira uma proposta que ajusta o regime em vigor. A deputada Clara Marques Mendes lamenta que só agora tenha havido sinal de mudança por parte do Governo.

A deputada social-democrata garante que o PSD mantém a proposta para o debate e espelha o acolhimento da Tutela. "O PSD vai apresentar as suas propostas e vai aguardar que o Governo venha dizer efetivamente quais são as propostas", conclui.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de