Apoios sociais extraordinários para quem não tem RSI devem ser "imediatos", dizem sindicatos

A UGT e a CGTP consideram que os números do desemprego já são indicadores de que grande parte da população precisa de uma ajuda rápida.

A UGT considera que deve ser imediato o apoio social a quem não pode beneficiar do RSI mas encontra-se em situação crítica. Carlos Silva responde assim ao primeiro-ministro, que anunciou uma medida de apoio extraordinário e temporário a entrar em vigor com o Orçamento do Estado para 2021.

"Estamos a preparar, para o próximo Orçamento, desde logo, um conjunto de medidas de apoio social que procurem responder a essas situações. As condições de elegibilidade para o rendimento social de inserção colocam de fora muitas pessoas que não as preenchem, mas hoje estão numa situação tão crítica como as que estão a beneficiar de RSI." Para o primeiro-ministro, "faz mais sentido criar uma medida temporária que vigore para este período e que alargue o universo de elegibilidade".

O secretário-geral da UGT defende, pelo contrário, a urgência do novo apoio para quem não assegura os critérios requeridos para o rendimento social de inserção: "Um apoio social extraordinário deveria ser imediato." Carlos Silva aponta um valor de 438 euros.

"Ouvimos falar em apoios a empresas, há muitas empresas a recorrerem ao lay-off simplificado. Agora já querem avançar para as rescisões por mútuo acordo. O número de desempregados está a crescer no IEFP. Em relação ao mês homólogo do ano passado, aumentou em 107 mil. Portanto, os apoios sociais tardam."

Carlos Silva considera que António Costa foi prudente e pragmático na entrevista ao semanário Expresso, e elogiou as pretensões do líder do Executivo. "Vejo com alguma satisfação que o primeiro-ministro assuma que é necessário esse apoio social, mas, para a UGT, era muito importante que ele fosse aplicado já, e é isso que vamos reivindicar", enfatiza.

António Costa sublinhou a importância de proteger os rendimentos e o emprego e manifestou o objetivo de que não haja congelamento de carreiras. O primeiro-ministro realçou, no entanto, que seria necessário "fazer opções entre aumentar a massa salarial por um aumento do número de trabalhadores ou pelos aumentos dos salários".

"Seguramente vamos ter de investir mais no aumento do número de trabalhadores e menos nos aumentos salariais, sem pôr em causa o processo normal de progressões que ainda está em curso e que no próximo ano, só na carreira dos professores, terá um peso muito significativo", declarou.

Também em reação às afirmações do primeiro-ministro, Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP, considera ser necessário antecipar as ajudas para "garantir efetivamente que todos os trabalhadores, todas as pessoas que ficaram sem proteção ou com proteção muito reduzida neste período que estamos a viver, têm medidas que garantam a sua subsistência".

"Estamos a assistir a um aumento brutal da pobreza no nosso país e à descida brutal do emprego", assinala a sindicalista, ouvida pela TSF.

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