Governo quer reavaliar urgências dos hospitais em 2020

A ministra da Saúde garante que não se trata de "fechar serviços" mas sim "falar verdade". Marta Temido fala "no maior reforço na dotação orçamental" da história do SNS e promete atribuir "equipa médica a 200 mil famílias.

Questionada pelo PCP sobre os problemas nas urgências hospitalares, a ministra da Saúde afirmou que a organização das urgências pediátricas e de todas as urgências "tem de ser reanalisadas em 2020 para responderem melhor à população"

"São também os profissionais que o referem: é a necessidade de revisão de uma rede que já não é revista há vários anos, é a necessidade de responder melhor à população, é a necessidade de ser mais eficiente na prestação de serviços, é a necessidade de ter mais qualidade nas respostas. Isso não é fechar serviços, é falar verdade", sublinhou Marta Temido.

Durante o debate, a ministra foi também interpelada sobre os recentes casos de agressão a profissionais de saúde, tendo considerado "fake new" a notícia sobre aulas de defesa pessoal a estes profissionais. Marta Temido considerou que não se deve desvalorizar a violência contra estes profissionais" mas avisou que o Ministério "não poderá alinhar em qualquer comentário ou medida que não considere devida tendo em conta estes episódios".

Na leitura de Marta Temido, "é crucial" que o Orçamento seja aprovado porque este "é provavelmente o melhor dos últimos 20 anos", e regista para o SNS "o maior reforço na dotação orçamental da sua história".

Neste ano de 2020, o Governo pretende atribuir equipa médica a 200 mil famílias este ano.

Numa alusão à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, a ministra da Saúde afirmou que "A responsabilidade de perceber que não fica tudo feito, de que será sempre preciso bem mais do que um Orçamento do Estado para modernizar o SNS. Ou como disse recentemente o Presidente da República, nos cumprimentos de Natal, a exigência é uma sentinela que não pode dormir", disse Marta Temido.

"Acima de tudo a responsabilidade de perceber, também em matéria orçamental, quem vota contra o reforço do SNS", referiu numa referência aos partidos de centro e direita.

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