"Arménio Carlos tem mágoa por não ter resolvido os problemas que nós resolvemos"

Ex vice-presidente do sindicato dos motoristas de matérias perigosas acusa a CGTP de não ter defendido direitos dos trabalhadores e assegura que vai continuar a dar apoio a cerca de dez sindicatos.

O assessor jurídico e antigo vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) afirma que se a CGTP tivesse defendido o interesse dos trabalhadores, os motoristas não teriam esperado mais de vinte anos para ver os seus problemas resolvidos.

É a resposta de Pardal Henriques ao secretário-geral da CGTP, que em entrevista à TSF afirmou que aquele sindicato serve para fazer negócio e não para zelar pelo interesse de quem trabalha no sector, dizendo que a organização é um pseudo-sindicato.

Pardal Henriques contra-ataca afirmando que se a CGTP e a FECTRANS tivessem feito o seu trabalho, "não teríamos aguardado 22 anos pelo surgimento do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas para resolver um problema que durava há mais de duas décadas que nem a CGTP nem a FECTRANS nem os outros sindicatos resolveram".

Para o representante jurídico do sindicato, "chamar-nos um pseudo-sindicato, além de ficar-lhe muito mal, parece uma questão de mágoa por não tê-lo conseguido a longo destes anos".

Pardal Henriques avisa ainda que vão aparecer muitos mais sindicatos independentes como o dos motoristas de matérias perigosas.

O advogado, que é acusado por um empresário francês de burla e está a ser investigado pela Ordem dos Advogados confessa que não foi notificado destas iniciativas, garante que está de consciência tranquila e não se sente diminuído enquanto representante jurídico dos cerca de dez sindicatos que representa: "sinto-me confortável nesta situação", assegura, acrescentando que irá "continuar a defender e representar juridicamente o sindicato dos motoristas de matérias perigosas enquanto o sindicato quiser, assim como irei continuar a representar outros sindicatos, como o dos bombeiros sapadores, como o da Rodoviária de Lisboa, como outros que me pedem ajuda, e eu com todo o gosto tenho disponibilizado os meus serviços para os representar juridicamente". À pergunta "A quantos sindicatos presta serviços jurídicos, responde: "penso que chegará perto de uma dezena de sindicatos".

O representante jurídico e antigo vice-presidente do SNMMP garante ainda que a organização não vai fechar.

Neste verão o Ministério Público pediu a dissolução da organização sindical, porque o próprio Pardal Henriques não tinha qualquer relação com o transporte de matérias perigosas, mas o representante jurídico do sindicato garante que isso não vai acontecer, até porque ele já não faz parte da direção, e essas irregularidades foram corrigidas: "à precaução, corrigimos todas as irregularidades que existiam anunciadas pelo Ministério Público. Não se fecham sindicatos só porque se pede para fechar. Se existem irregularidades, o que a lei diz é as irregularidades devem ser sanadas, e há um prazo para sanar essas irregularidades. Nós sanámos essas irregularidades imediatamente, até antes do pedido do Ministério Público". Pardal Henriques considera que "de maneira nenhuma" pode estar em causa a continuidade do sindicato.

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