Atrasos nos pagamentos. Estado é "problema grave" e "uma das causas"

Diretor da Intrum acredita que a demora do Estado a pagar a fornecedores é um problema grave para a economia nacional. Luís Salvaterra não acredita que no curto prazo o país atinja a média europeia.

O Estado demora em média 75 dias a pagar aos fornecedores (a média europeia é de 42 dias). A demora é, na opinião do diretor-geral da Intrum Portugal, uma das causas do problema dos atrasos nos pagamentos em Portugal.

Na edição 2019 do European Payment Report, a multinacional de recuperação de crédito conclui que as empresas demoram em média 63 dias a pagar faturas (a média na União Europeia é 40), enquanto os consumidores levam 25 dias (média EU: 23 dias).

Entrevistado na Vida do Dinheiro, Salvaterra reconhece que a população tem uma ideia negativa sobre "os cobradores de fraque" mas afasta práticas agressivas: "O cobrador que estaciona à porta do devedor é "um mito urbano".

Os tempos médios de pagamento em Portugal têm diminuído mas ainda estamos acima da média europeia. Podemos atingir os números da União no curto prazo?

No curto prazo é difícil. O problema dos atrasos nos pagamentos e dos tempos demasiados longos em termos de pagamento de faturas, é um problema estrutural em Portugal que se arrasta há vários anos e que tem tido alguma evolução positiva nos últimos anos mas que penso que ainda vai tardar para que consigamos atingir os prazos médios que temos a nível europeu.

O indicador mais próximo da média europeia é o do número de dias que as famílias demoram a pagar. Isto significa que as famílias são mais bem comportadas ou que têm menos poder negocial ou que as regras sobre elas são mais apertadas?

Existem regras mais apertadas para os consumidores e o poder negocial que têm é muito mais débil. Quando há um contrato entre o consumidor e uma grande empresa, as partes não são iguais, há um desequilíbrio de forças bastante grande e que faz com que os particulares tenham de cumprir regras e prazos muito mais apertados.

No outro extremo temos o setor público: 75 dias de demora, quando a média europeia é de 42. Quais as consequências desta demora para o tecido económico, tendo em conta que o Estado tem milhares de fornecedores privados?

É um problema grave e é uma das causas dos prazos médios de pagamento em Portugal serem tão elevados.

É verdade que nos últimos anos, desde há 10 anos, as coisas têm vindo a melhorar ligeiramente. Neste momento o grande problema do estado é na saúde e em alguns casos mais pontuais, enquanto aqui há 10 anos era um problema generalizado nas autarquias, nos institutos públicos. Tudo o que era Estado pagava mal. A saúde ainda tem muitos atrasos e há algumas autarquias muito localizadas que também têm problemas, mas genericamente os outros institutos públicos melhorar bastante. As consequências têm a ver que as empresas que negoceiam com o Estado têm mais dificuldade em cobrar a tempo e como tal também vão pagar muito mais tarde.

Há um efeito de contágio...

Há um efeito de contágio em que o prazo médio de recebimento tem muito que ver com o prazo médio de pagamento. Eu não recebo a tempo, vou financiar-me junto da banca... para algumas é mais fácil, para as PME é muito mais difícil, o que faz com que vão desvirtuar um bocadinho as regras da economia e vão-se financiar através do pagamento tardio aos fornecedores.

Há sempre alguém que fica a perder e isto não contribui para uma economia sã. Depois depende do tipo de dependência que se tem do Estado. Se se tem um volume de vendas muito concentrado no Estado, a minha dependência é muito maior e faz com que eu tenha mais problemas de tesouraria ou vou financiar-me de outras maneiras.

O sector público tem milhares de fornecedores, muitos deles PME e muitas delas têm no Estado o principal ou único cliente. Há um efeito perverso nesta demora?

Penso que sim. Talvez não seja tão grande como foi no passado. Antigamente era mais generalizado mas claro que tem um efeito sistémico. Quando perguntavam quais eram as causas dos atrasos de pagamento, havia duas ou três muito graves: uma tinha a ver com a legislação, que não era suficientemente penalizadora para os maus pagadores, tinha a ver com o funcionamento do sistema de justiça, que ainda hoje tem alguns problemas, e o terceiro tem a ver com o peso que o Estado tinha na economia, que leva a que como interveniente direto na economia, muitas empresas são afetadas por isso. A área da construção civil esteve sempre muito dependente do Estado e que tinha muitas dificuldades e pagava com muito atraso aos seus fornecedores. Primeiro porque recebia com muito atraso do Estado, mas quando não era assim também diziam.

E a atualização dessa resposta para 2019?

A legislação é suficiente neste momento. Houve uma diretiva europeia que foi aprovada e transposta para a Ordem Jurídica portuguesa, que permite que, por exemplo, sejam imputados juros de mora quando as faturas são pagas com atraso, que sejam imputados os custos de cobrança ao devedor... o problema é que ainda muita empresa ou não conhece, ou se conhece não aplica. Se comparamos o que acontece em Portugal com os países nórdicos, em que os prazos de pagamento são muito mais reduzidos, a diferença é que esta legislação que foi implementada em Portugal há dois anos já lá existe há 50 anos. Quem deve mil em Portugal se calhar paga daqui a 6 meses e paga mil, ou se calhar até paga menos porque se for para tribunal ainda arranja ali um desconto. Na Suécia paga 1200 porque paga juros de mora e custos de cobrança e isso faz uma diferença grande. Faz com que as empresas tenham de se organizar para pagar a tempo e que não haja intencionalmente pagamentos com atraso.

Já há empresas em Portugal a pensar aplicar essa lógica.

E bem! A questão da legislação é como em outras áreas em que leva algum tempo a implementar, as empresas ao princípio são um pouco temerárias... há uma parte muito concorrencial, têm receio de perder o cliente. Sobretudo nas PME ainda se pensa "quero é vender, eu sei que o cliente tem dificuldades mas vai pagar". Por vezes estamos a falar com clientes e eles dizem "tenho bons clientes, só me pagam com 6 meses de atraso". Ainda há muito esta ideia de que se vai pagando. Em termos económicos e financeiros às vezes é desastroso para as próprias empresas.

Em termos de atrasos, no setor das empresas as melhorias têm sido tímidas. Há uma diminuição de um ou dois dias por ano desde 2016, está atualmente nos 63 dias. A média europeia está nos 40. E o prazo médio acordado é de 47.

Esse é outro dos problemas que existe em Portugal. O estudo já tem vários anos. Portugal não era dos países que tinha o prazo de pagamento mais alargado. Itália, Espanha tinham prazos maiores mas a diferença entre o prazo acordado e o prazo efeito era muito maior. Como somos todos boas pessoas dizemos que o pagamento é a 30 dias mas depois há quem pague a 60 ou a 70 dias. Isso é desvirtuar as regras. Começa logo na definição dos próprios termos. O pagamento a 30 dias quer dizer que tenho 30 dias para pagar. Em Portugal ao fim de 30 dias começa-se a pensar quando se vai pagar. O que está no papel não coincide com a realidade.

Por outro lado, em 2018 houve uma redução dos prazos de pagamento concedidos. No setor dos consumidores esse prazo caiu para metade, passou de 36 dias para 18. Como se explica esta evolução tão radical?

Tem muito a ver com esta diferença e com a posição negocial que existe. Se calhar em setores em que os particulares intervêm bastante houve algum aperto em termos de condições de pagamento. Aqui estamos a falar desde telecomunicações, utilities, há algumas mudanças de regras que faz com que esse prazo tenha mudado.

Este indicador é o único em que Portugal tem um valor menor que a média da União. Como interpretar este facto? As empresas portuguesas confiam menos nas famílias do que as empresas dos outros países europeus?

Não sei se confiam menos, também tem a ver com o que aconteceu historicamente em que houve um período em que houve algumas dificuldades, em que as próprias famílias tiveram problemas em concretizar os seus pagamentos, então se calhar as malhas estão um bocadinho mais apertadas e faz com que as regras mudem um pouco.

Em termos de incobráveis houve uma queda significativa e atingiu-se um dos valores mais baixos de sempre, 1,4%, mas a média europeia é de 2,3%. Até que ponto é que esta queda está ligada à evolução económica do país?

O valor dos incobráveis tem muito a ver com a conjuntura económica, ao contrário dos atrasos de pagamentos, que é um problema mais estrutural. Quando a economia está melhor, os incobráveis acabam, porque estamos a falar de faturas que não são pagas ao fim de um ciclo de tentativa de cobrança. É dar o dinheiro como perdido. O que acontece quando a economia está má há mais insolvência, mais empresas a encerrar. Tudo isso faz com que os incobráveis aumentem. Quando a economia está melhor isso reduz. Comparativamente com a Europa, alguns países já começam a falar de alguma recessão, de alguns problemas e isso pode ter a ver com isso, mais até do que em Portugal, embora o sentimento em Portugal seja maior.

Um terço das empresas considera que poderia criar mais emprego se os clientes pagassem mais rápido. Há algum estudo que mostre o emprego criado graças à redução dos dias de pagamento nos últimos anos?

Não. O nosso estudo costuma dizer, já não diz, por causa dos incobráveis quando é que custou a nível de desemprego. As causas do pagamento com atraso é a falta de liquidez das empresas, a falta de investimento, e se há falta de investimento também há menos criação de emprego. O facto de os pagamento serem com atraso tornam uma empresa menos saudável, no sentido do nível de liquidez que pode ter para investir e pagar os seus compromissos nos prazos acordados. Não temos nenhum número que diga o emprego que podia ou não criar mas é notório, e as próprias empresas dizem isso, que se eu recebesse mais atempadamente podia criar mais emprego.

A Europa está a atravessar uma fase de crescimento tímido. Em Portugal quase metade das empresas considera que há possibilidade de uma nova crise dentro de 1 ou 2 anos e este valor cresce para 70% quando já falamos num prazo de cinco anos. O que justifica este pessimismo?

Na minha opinião não há nenhum facto palpável que diga isto. Tem muito a ver com sentimentos, com o que se vai ouvindo na imprensa, muito mais do que com algo de factual no sentido em que a economia não está em recessão, continua a crescer (pode crescer mais ou crescer menos). Depois a verdade tem a ver com aquilo que é um pouco português que é se há quem diga que isto vai piorar, vai piorar de certeza. Temos uma medida para além do estudo que fazemos que é as empresas que trabalham connosco e não vemos que haja um decréscimo em termos de pagamento. Nada em termos factuais nos diz...

Mas a economia é muito feita disso...

Geralmente se há um ciclo positivo vai haver um negativo e depois outro positivo. Não é preciso ser curandeiro para dizer este tipo de coisas.

Em termos de condições de pagamento, prazos, quais a principais medidas que as empresas podem ou devem adotar para se preparem para uma eventual nova recessão?

As medidas que devem adotar têm a ver com basicamente preparar-se e ter regras de gestão de crédito mais profissionalizado. As empresas têm de perceber que cobrar começa quando se está a vender e quando se vende tem de haver regras: saber a quem vende, como vende, o que vende diferenciadamente. Se calhar a determinada empresa pode ser com crédito a 30 dias, outros a 60 e outras têm de se vender a pronto. Tem de haver mecanismos de controlo de crédito para esse tipo de empresas. Essa área é, para mim, fundamental. A legislação existe e é correcta neste momento, é uma questão de começar a aplicar a pouco e pouco. Penso que isso vai acontecer. O terceiro vetor que é o funcionamento dos tribunais, houve melhorias nos últimos 20 anos mas ainda há coisas que s epodem fazer para melhorar a rapidez, sobretudo para empresas internacionais. Na áera das insolvência é uma área que s epode tentar melhorar o processo para que seja mais eficaz.

Daquilo que depende das empresas, é preciso uma versão mais sofisticada do "fiado só amanhã"?

Sim, um pouco isso. Um pouco mais sofisticada no sentido de diferenciar os clientes. A informação, neste momento, é fundamental. Eu ter informação sobre os meus clientes, a quem vendo e como vendo... quem trata melhor a informação geralmente vende melhor.

Há uma previsão da evolução do risco das empresas portuguesas para os próximos 12 meses?

É estável. Não há nada que diga que vai aumentar ou diminuir. Pelos facto que temos, e temos um bom barómetro, nada nos diz que o risco esteja a aumentar. O que pode aumentar? O crédito ao consumo, por exemplo... mas também não está a aumentar demasiado. Houve um aumento, depois já houve um decréscimo. Mesmo o crédito à habitação, que é aquele Papão, está sob controlo. O Banco de Portugal tomou medidas eficazes que fizeram com que os bancos se controlassem um pouco.

Nesta altura qual é o cenário esperado em relação a atrasos nos pagamentos, seja por parte de empresas, seja por parte de consumidores? Pelo que disse a expectativa até é relativamente de estabilidade.

Pode haver alguma melhoria na área das empresas que tem mais a ver com a própria eficácia e eficiência do seu trabalho do que com uma grande mudança em termos de conjuntura. A legislação em vigor vai no bom caminho mas é um processo que vai demorar algum tempo. As melhorias que houver nas empresas têm a ver com a sua própria eficácia em termos da gestão do crédito e das cobranças.

Existe alguma correlação entre o enquadramento fiscal das empresas e a evolução das condições de pagamento?

São coisas independentes. Pode haver com a gestão da tesouraria, no sentido de que algumas medidas que se eu tiver de pagar o IVA vou ter problemas nos pagamentos. Nesse sentido, sim, mas só afetando um problema de tesouraria.

Uma vez ultrapassados os prazos normais para os pagamentos, como é que está a situação em Portugal na recuperação de dívidas que já ultrapassaram os seus prazos?

Este setor tem tido algumas alterações. As empresas têm alterações sobretudo por causa da área financeira. Os bancos começaram a vender NPL, para tentar limpar os seus balanços e isso afetou as empresas. Existem algumas empresas muito dedicadas a isso e depois existem empresas como a nossa que estão mais na área de prestar serviço, embora também façamos compras. Trabalhamos muito como o chamado "be to be". O que se vê é que cada vez há mais empresas a recorrer a este tipo de serviço e também mais cedo, ou seja, um dos grandes problemas da recuperação do crédito tem a ver com o tempo. Uma dívida com 90 dias é mais difícil de cobrar do que uma com 30 dias, porque é mais difícil localizar as pessoas. A tendência é o começar cada vez mais cedo. Muitas empresas já estão a recorrer mais rapidamente, ou internamente ou através de outsourcing, para recuperar mais rapidamente. Isso vai diminuir os prazos médios de recebimento, vai gerar cash flow para as empresas. Também na área financeira, mas nas empresas porque necessitam de cobrar mais rapidamente.

A vossa empresa não tem interesse de ficar com carteiras de malparado em Portugal?

Temos e temos comprado só que para nós são duas áreas distintas.

São boas notícias para os bancos...

Sim, mas há muita gente a querer comprar. Temos esse negócio também que tem a ver com a aquisição de carteiras de crédito e participamos no chamado com garantia e sem garantia. Fazemos isso em todo o mundo e em Portugal também já fazemos há pelo menos 15 anos. Claro que agora nos últimos anos houve um boom maior desse tipo de negócio, mas sim, estamos interessados. Para nós há duas áreas: investments, que tem a ver com a aquisição, e a do serviço e dentro desta temos o de empresas que vendem a consumidores e de empresas que vendem a empresas. B to C estamos a falar da área financeira, telecomunicações, utilities, no B to B, os comerciais e industriais.

Há pouco falávamos na recuperação de dívidas. Olhando para a vertente da cobrança de dívidas a particulares, os casos que vos chegam, como é que são negociados?

A aproximação é diferente, depende do serviço que estamos a fazer. Temos clientes a quem, logo após o primeiro incumprimento, tentamos cobrar a dívida, temos outros em que atuamos numa fase mais tardia, no primeiro incumprimento fazemos uma aproximação por telefone, por carta, por email no sentido de recuperar a prestação ou recibo em atraso. E aí é mais tentar que pague. Muitas das vezes, mais tarde, é quase fazer um plano. Os colegas suecos fazem muito isso, em Portugal há alguma dificuldade por causa da proteção de dados mas são os gestores da dívida do cliente e não só dos passivos, ou seja, estamos a ajudar as pessoas a que elas cumpram com planos de pagamento diferenciados. Quando compramos uma carteira de créditos, é muito melhor para quem deve porque temos muito mais flexibilidade em termos de planos de pagamentos, de descontos do que tem o próprio banco, porque o bando por regra não pode fazer esse tipo de desconto. Nós já compramos com desconto e temos muito mais flexibilidade. A partir de uma determinada altura o que temos de fazer é ajudar as pessoas a que cumpram.

As empresas que atuam neste setor são por vezes criticadas por terem uma postura alegadamente muito agressiva. Qual é a prática da Intrum?

Somos uma empresa sueca que existe há 100 anos, e quando iniciámos em Portugal, há 22 anos, tínhamos um código de ética em que o respeito pelos nossos clientes é fundamental. Todas as pessoas que trabalham para nós têm formação nesses valores que temos e que sabem que não podem... fazemos auditorias, avaliações das próprias pessoas para que o tratamento com respeito seja fundamental. Assertividade, sim, no sentido em que é para cobrar - e cobrar é um tarefa em que há algum choque -, mas sem agressividade. Fomos os fundadores da associação portuguesa de empresas de recuperações de crºeditos, eu fui o primeiro presidente, e desde então que batalhamos que haja regulamentação do setor em Portugal. É fundamental haver uma regulamentação para defesa dos nossos clientes e para os clientes dos nossos clientes. Não há legisla~ão específica e Portugal e Espanha são os únicos países em que não há essa legislação e nós queremo-la para dividir o trigo do joio e para defesa nossa, dos nossos clientes e dos clientes dos outros clientes.

Tem algum conhecimento por via dessa ausência de ausência de legislação de empresas que atuem de forma menos correta?

Que saibamos, não. Todas as empresas que existem estão fidelizadas na associação e a associação pertence a uma federação europeia que tem códigos de ética que fazemos respeitar. Existe um projeto-lei para a regulamentação que depois foi parado que mas achamos que deve ir avante porque é bom para todas as partes. Eu não tenho conhecimento mas com certeza que, como em todas as profissões, há gente menos ética. Nós entre a maioria das empresas do setor acha que deve haver regulamentação com regras firmes para este tipo de empresas.

A imagem que muitas vezes se projeta na população do cobrador de fraque agressivo que estaciona à porta de casa dos devedores é uma realidade ou é mito urbano?

Neste momento é um mito urbano. Há 20 anos podia ser isso, neste momento não. O nível de profissionalização da maioria das empresas é já bastante grande. Quando alguém está a cobrar uma dívida, a maioria não reage bem, mas as pessoas querem pagar. Os portugueses não são geneticamente maus pagadores. Existem condições, algumas estruturais outras conjunturais, para as pessoas não pagarem. Temos exemplos na crise de pessoas que foram trabalhar para o estrangeiro para juntar dinheiro e pagar dívidas de há 4 ou 5 anos.

A Intrum foi fundada na Suécia há quase um século, e depois de uma fusão em 2017, tornou-se uma das principais marcas mundiais na indústria da gestão e recuperação de crédito. Emprega mais de 9 mil pessoas em 25 países na Europa e América latina. Em Portugal conta com cerca de 250 funcionários e é liderada há quase duas décadas por Luís Salvaterra.

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