Audiência adiada. Defesa de Rendeiro pede libertação sob fiança

A acusação opõe-se à libertação do ex-banqueiro.

A defesa de João Rendeiro pediu a libertação do ex-banqueiro sob fiança. A primeira audiência de Rendeiro em tribunal foi esta segunda-feira adiada, devido à necessidade de a defesa consultar todos os documentos da acusação.

A acusação contesta a libertação de Rendeiro, sob fiança. Natasha Kara, porta-voz do tribunal sul-africano, adiantou que o pedido de saída sob fiança foi um dos motivos para o adiamento da audiência desta segunda-feira. João Rendeiro "estará de novo em tribunal amanhã, para o início da análise do pedido de saída sob fiança", referiu, em declarações aos jornalistas, a representante do tribunal da África do Sul. "A acusação, obviamente, opõe-se, devido à condenação em Portugal", acrescentou.

O ex-banqueiro foi detido no sábado na África do Sul. A advogada sul-africana do ex-banqueiro garante, em entrevista à SIC Notícias, que o cliente se encontra "bem" e que este adiamento da audição é um passo natural naquele país africano. "Ele está bem, temos tido um bom diálogo, e ele tem sido capaz de passar instruções à defesa", esclarece June Marks.

"Os procedimentos habituais no tribunal são olhar para os papéis de cada um dos lados, ambos os lados têm de trocar documentos. Na África do Sul, neste tipo de circunstâncias, na primeira vez que se aparece em tribunal, não é provável que se seja logo ouvido."

Ouvida pela TSF, June Marks explica que na África do Sul, as pessoas são levadas a tribunal "até 48 horas depois da sua detenção". "Depois disso debatemos a fiança e começamos a argumentar", acrescenta.

A advogada sul-africana de João Rendeiro adianta que ambas as partes pediram o adiamento do julgamento "para que se pudessem preparar".

João Rendeiro foi preso no sábado, num hotel em Durban, na província sul-africana do KwaZulu-Natal, numa operação que resultou da cooperação entre as polícias portuguesa, angolana e sul-africana.

João Rendeiro estava fugido à justiça há três meses e as autoridades portuguesas reclamam agora a sua extradição para cumprir pena em Portugal.

O ex-presidente do extinto Banco Privado Português (BPP) foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do banco, tendo o tribunal dado como provado que João Rendeiro retirou do banco 13,61 milhões de euros.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.

* Atualizada às 13h42

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