Autarca de Mação diz que há agricultores que ficarão sem apoios

Vasco Estrela sublinha que, por só serem elegíveis a este apoio as explorações cujos danos sofridos ultrapassem os 30% do seu potencial agrícola, muitos agricultores não vão usufruir desta ajuda.

Ao Presidente da Câmara Municipal de Mação agrada-lhe que as regras agora publicadas sejam as mesmas que abrangeram as pessoas afetadas pelos incêndios no concelho de Monchique.

No entanto, Vasco Estrela sublinha que, por só serem elegíveis a este apoio as explorações cujos danos sofridos ultrapassem os 30% do seu potencial agrícola, muitos agricultores não vão usufruir desta ajuda.

"Temos um conjunto de pessoas atingidas diretamente que deverá ultrapassar as duas centenas", garante. Mas "muitas não reúnem estas condições [as dos 30%] e outras não estão coletadas como agricultores", adianta.

Vasco Estrela lembra que na reunião que teve com o ministro da Agricultura, há cerca de duas semanas, ficou determinado que é preciso pensar num projeto agroflorestal para aquela zona a médio e longo prazo.

Os apoios ao potencial agrícola agora publicados serão concedidos a 100% a quem teve prejuízos até 5 mil euros, 85% para prejuízos entre 5 mil e 50 mil euros e 50% até despesas que cheguem aos 800 mil euros.

Capoulas Santos explica apoios

O ministro da Agricultura explica que a regra de atribuir apoios apenas a quem tenha mais de 30% do potencial agrícola afetado é estabelecida pela União Europeia. " Só acima dos 30% a UE considera que se justifica o acionamento da solidariedade", afirma.

Capoulas Santos diz que, de acordo com as regras comunitárias, os apoios também seriam atribuídos às freguesias cujos território tenham sido afetados mais de 30% pelos incêndios. No entanto, o Governo ativou simultaneamente outra medida que será aplicada nas freguesias Carvoeiro (Mação) Cumeada- Marmeleiro (Sertã), Sernasto, Bomjardim,Nesperal , Palhais e ainda de Vila de Rei (cuja área ardida não ultrapassou os 30%) que se aplica aos agricultores que têm explorações nessa área, estimados em cerca de 300.

"Todas as instalações, armazéns, estábulos que foram afetados, as culturas permanentes como vinhas, olivais, pomares, as máquinas, equipamentos, tratores, alfaias agrícolas, os animais perdidos no incêndio, que felizmente foram poucos", são objeto destes apoios.

Capoulas Santos sublinha que "os apoios para alimentação animal já estão a ser dados há mais de uma semana".

Projeto agroflorestal para zonas ardidas a médio prazo

A ideia é fazer um projeto agroflorestal para a área que ardeu nos concelhos afetados.

"Posso dizer que consegui com facilidade a anuência dos três ministérios envolvidos [Economia, Ambiente, Planeamento], o despacho está elaborado, e prevê que a metodologia de trabalho fique concluída até 30 de setembro, e que o projeto seja apresentado até final de abril de 2020", explica Capoulas Santos.

As organizações de agricultores dos três municípios afetados e as câmaras municipais também farão parte deste projeto que pretende pensar a floresta. Porque "é do abandono dos terrenos agrícolas nas últimas cinco ou seis décadas que tem resultado a acumulação de material combustível que amplifica a dimensão dos incêndios", lamenta o ministro.

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