Avaliação bancária para compra de casa sobe para 1.380 euros por m2

O Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação 33,3%, 32,5% e 5,3%, respetivamente, superiores à mediana do país.

O valor mediano de avaliação bancária nos pedidos de crédito à habitação foi de 1.380 euros por metro quadrado em maio, mais 13,9% em termos homólogos e mais 24 euros do que em abril, informou esta segunda-feira o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de variação homóloga de 13,9% em maio foi superior à de 13,0% registada em abril.

A variação homóloga mais intensa registou-se no Algarve (18,0%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (6,8%).

Já o maior aumento face ao mês anterior registou-se na Região Autónoma da Madeira (1,8%), enquanto a única região que apresentou uma variação em cadeia negativa foi a dos Açores (-0,3%).

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.529 euros por metro quadrado (m2), tendo aumentado 15,3% relativamente a maio de 2021. Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,5%.

Já o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.104 euros/m2 em maio, o que representa um acréscimo de 9,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Face a abril, o valor de avaliação aumentou 1,9%.

Numa análise por regiões NUTS III, verifica-se que, em maio de 2022, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação 33,3%, 32,5% e 5,3%, respetivamente, superiores à mediana do país.

Pelo contrário, a região das Beiras e Serra da Estrela foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-50,0%).

Segundo o INE, o número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a 33.130, o que representa um acréscimo de 8,0% relativamente ao mesmo período do ano anterior, das quais 21.215 foram apartamentos e 11.915 moradias.

Em comparação com o período anterior, realizaram-se mais 787 avaliações bancárias, o que corresponde a um aumento de 2,4%.

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