Banca aprovou mais de 400 mil moratórias de crédito

Os principais bancos a operar em Portugal aprovaram 401 mil moratórias de crédito no valor de cerca de 40 mil milhões de euros. Imparidades alcançam quase 700 milhões.

Os seis principais bancos a operar no país aprovaram 401 mil pedidos de moratórias de crédito no âmbito da pandemia de Covid-19. As suspensões de pagamento concedidas a famílias e empresas atingem um valor de cerca de 40 mil milhões de euros - equivalentes a cerca de um quinto do PIB de 2019 - um PIB pré-Covid, que a pandemia vai diminuir neste ano.

O Millennium BCP é o banco que mais moratórias aprovou: foram 120 mil, no valor aproximado de 9 mil milhões de euros. O Santander concedeu 88 mil suspensões de pagamento que totalizam 8,9 mil milhões de euros. O BPI aprovou 73 mil (5,7 mil milhões), enquanto a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem menos moratórias aprovadas (foram 48 mil), que no entanto totalizam créditos de um valor superior: 7 mil milhões de euros.

O Novo Banco aprovou 38 mil moratórias que representam créditos de 6,8 mil milhões. O Banco Montepio concedeu 34 mil suspensões que valem 3 mil milhões de euros.

Imparidades e Novo Banco afundam lucros do setor

A pandemia de Covid-19 levou os seis principais bancos em Portugal a colocar de lado 696,4 milhões de euros para fazer face a dificuldades futuras, incluindo um provável aumento do crédito malparado.

A Caixa Geral de Depósitos foi o banco que registou um maior valor de imparidades: foram 156 milhões de euros.

O Novo Banco registou 138,3 milhões de euros, enquanto o BCP anunciou um reforço de imparidades de 108,8 milhões, valor semelhante ao apresentado pelo Montepio.

O Santander contabilizou cerca de 100 milhões de euros, menos do que o BPI (83 milhões).

Os seis maiores bancos tiveram um prejuízo global de 65,8 milhões de euros no primeiro semestre (compara com lucros de 600 milhões no mesmo período de 2019).

O resultado é muito afetado pelas imparidades, mas também pelo desempenho do Novo Banco: a instituição que sucedeu ao Banco Espírito Santo teve prejuízos de 555 milhões de euros. Sem contar com este valor, os outros cinco bancos teriam, em conjunto, um lucro de 489 milhões.

Para além do Novo Banco, apenas o Banco Montepio registou resultados negativos (51 milhões de euros).

A CGD lucrou 249 milhões de euros, o Santander apresentou um valor positivo de 172,9 milhões, o BCP alcançou 76 milhões e o BPI registou 42,6 milhões.

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