Bancos em conversações para harmonizar moratórias no crédito pessoal

Crédito pessoal ficou de fora das moratórias decididas pelo governo. Instituições financeiras procuram solução comum.

Os principais bancos portugueses estão em diálogo com o objetivo de encontrarem regras comuns para a concessão de moratórias ao crédito pessoal, sabe a TSF.

A moratória decidida pelo governo abrange apenas o crédito à habitação e os empréstimos às empresas, e não se aplica ao crédito pessoal, que atinge frequentemente fatias relevantes do rendimento das famílias.

Parte dos bancos criou moratórias para esses créditos. Mas cada banco fê-lo de forma individual.

No entanto, no final da semana passada a Autoridade Bancária Europeia (EBA) publicou as regras aplicáveis às suspensões do pagamento concebidas por iniciativa das instituições financeiras. No documento, a EBA determina que as soluções privadas devem ser abrangentes e seguir lógicas semelhantes às moratórias determinadas por imposição legal, e aconselhou as instituições financeiras a coordenar ações nesse sentido, recorrendo, quando possível, a associações representativas do setor.

Fontes do setor financeiro dizem à TSF que essas conversas entre os bancos existem, mas estão ainda numa fase preliminar. Uma moratória com regras comuns a todas as instituições financeiras terá de passar pelo Banco de Portugal, que por sua vez a reportará à EBA, que dará a autorização final.

A avançar, uma moratória generalizada nos créditos pessoais, ainda que não determinada por lei, pode responder aos avisos da DECO, que afirmou que "muitas vezes os créditos pessoais acabam por ter um maior peso nas prestações mensais do que o crédito à habitação" e por isso realça que "deviam ser tidas em conta todas as responsabilidades de crédito para minimizar o impacto que esta situação vai ter nos orçamentos das famílias".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de