Batido "recorde absoluto" de exportações de componentes automóveis em 2019

Valor das exportações aumentou para 9.749 milhões de euros.

As exportações da indústria portuguesa de componentes para automóveis bateram um "novo recorde absoluto" em 2019, ao aumentarem 4,2% para 9.749 milhões de euros, divulgou esta segunda-feira a associação setorial.

Em comunicado, e tendo por base os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) destaca que este valor representa uma subida de 86% face aos 5.241 milhões de euros de exportações registadas em 2010.

"Perante estes resultados confirma-se que as exportações de componentes automóveis crescem mais do que a restante indústria transformadora [4,2% contra 3,6%], mostrando-se um dos setores mais importantes para o crescimento da economia e para as exportações portuguesas", sustenta a associação.

No ano passado, as exportações do setor de componentes automóveis cresceram 4,1% para os países da União Europeia (UE), que absorveram 90% das vendas externas do setor, e 4,3% para o resto do mundo.

Os mercados espanhol, alemão, francês e britânico responderam por 71% do total das exportações, tendo o maior crescimento sido registado nas vendas para Espanha (mais 9,4%, para 2.611 milhões de euros), seguida da Alemanha (mais 5,8%, para 2.058 milhões de euros) e de França (mais 1,8%, para 1.363 milhões de euros).

Em quebra estiveram as exportações para o Reino Unido, que somaram 852 milhões de euros e recuaram 8,9%.

Segundo a AFIA, atualmente a indústria de componentes automóveis representa 16,3% das exportações portuguesas de bens transacionáveis.

A indústria de componentes para o setor automóvel agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego direto na ordem das 59.000 pessoas e uma faturação anual de 12 mil milhões de euros, com uma quota de exportação superior a 80%.

"Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB), 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis", avança a associação.

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