BE diz que Governo não tem tido muita pressa em fechar dossiês nas negociações

O Bloco de Esquerda apresentou três objetivos para a área da saúde: fixação de profissionais de saúde, diminuir o número de utentes sem médicos de família e recuperar os cuidados não Covid nos centros de saúde.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou esta quinta-feira que o Governo "não tem tido muita pressa em fechar dossiês" nas negociações para o Orçamento do Estado para 2022, apontando oito prioridades na saúde para recuperar a atividade não Covid.

Em conferência de imprensa na sede do Bloco de Esquerda (BE), em Lisboa, Catarina Martins apresentou as medidas do partido na saúde, garantindo que o Governo já as conhece.

São três os objetivos do partido nas negociações sobre esta área: fixação de profissionais de saúde, diminuir o número de utentes sem médicos de família e recuperar os cuidados não Covid nos centros de saúde.

"O Governo não tem tido muita pressa em fechar dossiês negociais do Orçamento do Estado. O Bloco de Esquerda, naturalmente, tem toda a paciência para ir negociando e ir discutindo, é esse o nosso trabalho. Não nos passaria pela cabeça deixar de o fazer", respondeu, quando questionada sobre a abertura do executivo socialista a estas propostas do BE.

A bloquista teme "um caminho muito perigoso" na área da saúde devido a "uma determinada urgência do Governo em anunciar investimentos de milhões" no setor, mas sem discutir as regras de funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.

Para Catarina Martins, se este caminho for seguido, poderá haverá "milhões de investimentos que depois ficam parados porque não existem as condições de funcionamento nem os profissionais para que esses investimentos possam funcionar e servir para a população".

Entre as oito prioridades apresentadas pelo BE na área da saúde está a necessidade de avançar com a exclusividade dos profissionais de saúde que está na lei de bases de saúde e que o "Governo não cumpriu".

O aumento de vagas em medicina geral e familiar, um programa de captação para a especialização de médicos que não tiveram vagas de especialidade e mais unidades de saúde familiar são outras propostas.

Os bloquistas querem ainda redimensionar os agrupamentos de centros de saúde, reforçar as unidades de saúde pública, prevenir e tratar a ansiedade e a depressão e ainda criar um verdadeiro estatuto de risco e penosidade.

Segundo a líder do BE, as diferenças com o Governo liderado por António Costa "não são questões financeiras", uma vez que "neste momento não se discute o problema do peso financeiro".

"Não temos uma diferença sobre montantes para o SNS, não é aí que se centra a nossa discussão, a questão é saber se criamos novas regras que permitam fixar profissionais no SNS, que o SNS funcione bem, de uma forma eficaz, que chegue às pessoas, para que os investimentos previstos tenham utilidade no dia seguinte. Não queremos comprar equipamentos que depois ficam a ganhar teias de aranha", explicou.

Entre as oito prioridades apresentadas pelo BE na área da saúde está a necessidade de avançar com a exclusividade dos profissionais de saúde que está na lei de bases de saúde e que o "Governo não cumpriu".

O aumento de vagas em medicina geral e familiar, um programa de captação para a especialização de médicos que não tiveram vagas de especialidade e mais unidades de saúde familiar são outras propostas.

Os bloquistas querem ainda redimensionar os agrupamentos de centros de saúde, reforçar as unidades de saúde pública, prevenir e tratar a ansiedade e a depressão e ainda criar um verdadeiro estatuto de risco e penosidade.

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