Bloco quer alargar apoios aos trabalhadores independentes até final do ano

Catarina Martins propõe três eixos para "mudar o paradigma do emprego" em Portugal, entre os quais "uma grande campanha" para pôr fim ao emprego informal.

O Bloco de Esquerda quer erradicar o trabalho precário e mudar o paradigma no emprego. Catarina Martins defendeu esta manhã que "a precariedade em Portugal mostrou ser um problema nesta crise" e apresentou uma proposta assente em três eixos que o partido quer ver vertida no Orçamento Suplementar.

"Achamos que é necessário reduzir para metade o prazo de garantia de acesso ao subsídio de desemprego e estender até ao final do ano medidas em vigor para o período de emergência", afirmou a porta-voz do Bloco, considerando ainda a necessidade de "prolongar até ao final do ano os apoios especiais criados para os trabalhadores independentes, alterando o teto mínimo de apoio para 438 euros no caso de ausência de atividade", que atualmente é de 219 euros. Além destas medidas, o Bloco de Esquerda quer também que seja criado um subsídio de emprego especial, no valor de 438 euros.

Nos outros dois eixos que propõe, o Bloco apela ao Estado que lance "uma grande campanha" para pôr fim ao emprego informal e reclama que os postos de trabalho e os salários sejam protegidos nos apoios que são dados à economia.

"Não só a proibição de despedimentos se deve alargar a todos os apoios que o Estado dá às empresas, como deve abranger os trabalhadores sem vínculo permanente", sublinhou, acrescentando ainda que "se substitua a medida do lay-off por um apoio às empresas que mantenha o salário a 100% dos trabalhadores para empresas com atividade paralisada ou reduzida por causa da crise pandémica".

Durante uma conferência de imprensa, na sede do partido, Catarina Martins insistiu na ideia de que "ou combatemos a precariedade ou não estaremos a proteger os salários e os empregos em Portugal". Questionada pelos jornalistas, a porta-voz do Bloco de Esquerda lembrou que o partido nunca deixou de dar contributos às propostas apresentadas pelo Governo, assumiu que concorda que é preciso manter o emprego, mas sublinha a importância de saber "qual a qualidade desse emprego".

Numa altura em que o Executivo socialista se prepara para apresentar uma proposta de Orçamento Suplementar, a bloquista diz que ainda é cedo para fazer uma avaliação ao que já se sabe sobre o documento.

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