Caixa Geral de Depósitos recua nos lucros 36,6%

O ano de 2020 foi para a Caixa Geral de Depósitos um exercício de regressão, devido à pandemia.

De acordo com as contas de 2020, o banco público apresenta um "resultado líquido consolidado de 492 milhões de euros" o que é menos 36,6% face a 2019.

Por outro lado, ao longo de 2020, "e em antecipação dos efeitos expectáveis da crise económica, registou-se um reforço de imparidades de crédito e de provisões para garantias bancárias de 309 milhões de euros".

Este valor de provisões deve-se sobretudo ao volume do risco gerado pelas moratórias que, apesar de terem descido face a julho, continuam a 31 de janeiro de 2021 a representar um montante de 5992 milhões de euros, entre particulares (46056 operações) e empresas (21014 operações) em Portugal.

Há um ano Paulo Macedo anunciou o melhor resultado da Caixa desde o ano 2007, com um lucro líquido de 776 milhões de euros em 2019, ou seja, um crescimento de 56,5% face ao ano anterior, agora não há crescimento, antes pelo contrário.

E, o resultado líquido da atividade está longe da meta de 9% definida pelo Plano Estratégico, para o final do ano 2020. O ROE, o Return on Equity, ou seja a rendibilidade líquida situou-se em 6,1%, "mais do dobro do que a média da banca europeia", defende Paulo Macedo.

Para o presidente da CGD o ROE de 2020 sem a pandemia seria de 10%, acima do acordado no Plano Estrategico.

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