"Caos" nas agências após greve da Groundforce."Fins de semana como este podem arrasar o setor"

As agências de viagens estão a viver um dia difícil, na gestão das viagens comprometidas durante o fim de semana de greve da Groundforce. A associação que representa a atividade garante que uma situação como esta "coloca em causa a capacidade de recuperação económica do país".

Está a ser uma segunda-feira caótica para os operadores de viagens. Depois da greve da Groundforce, que paralisou sobretudo o aeroporto de Lisboa durante o fim de semana, há clientes desesperados, e as agências de viagens não estão a ter tarefa fácil, de acordo com Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação de Agências de Viagens, que, em declarações à TSF, denuncia "a maior das confusões".

"As agências de viagens estão, uma vez mais, a tratar de redirecionar os seus clientes, de colocar as viagens para datas posteriores ou a tentar resgatar clientes que ficaram nos seus destinos", sustenta o responsável, que fala ainda de "bagagens perdidas, e autocarros que tentaram seguir de Lisboa para o Porto, quando perceberam que havia condições operacionais no Porto".

Pedro Costa Ferreira diz tratar-se de um "caos total" que implica "mais trabalho e prejuízos para as agências de viagens". Para já ainda só há estimativas provisórias das perdas, mas calcula-se que os prejuízos serão na ordem das "muitas centenas de milhares de euros".

"Quando uma operação está montada e os turistas ficam do lado de lá, isso é pago pelo operador turístico, desde que a compra tenha sido numa agência de viagens. Por outro lado, os que ficam cá, se saírem amanhã, com os mesmos custos de transporte para a agência de viagens, naturalmente pagarão menos, porque estarão por menos tempo."

Pedro Costa Ferreira diz não compreender como foi esta greve possível, e exorta as partes a que evitem a próxima, marcada para o fim de julho e primeiros dias de agosto, porque o setor do turismo pode não aguentar. "É praticamente impensável não se ter conseguido chegar a um acordo. Neste processo, só sai incólume o direito dos trabalhadores a receberem os seus salários. Tudo o resto é além dos limites do razoável, do bom senso e do equilíbrio."

O presidente da Associação de Agências de Viagens frisa que há um dever das partes "de se entenderem antes da próxima greve, de maneira a Portugal não passar outra vez por esta vergonha que, inclusivamente, coloca em causa a capacidade de recuperação económica do país".

O aviso fica feito: "Sem turismo, não haverá recuperação. Fins de semana como este, no final de uma pandemia, podem arrasar com todo o setor." O presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens apela a que haja um entendimento em tempo útil para evitar a nova paralisação da Groundforce a 31 de julho, e para que, no pior cenário, se recorra à requisição civil.

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