Cartel da banca: Bloco quer ouvir BdP, grandes bancos e Concorrência

Mariana Mortágua anunciou que o Bloco vai requerer audições de várias personalidades ligadas à banca devido ao caso da cartelização nos créditos.

O Bloco de Esquerda pretende que o governador do Banco de Portugal, os presidentes dos grandes bancos nacionais, e a Autoridade da Concorrência sejam ouvidos no âmbito do cartel da banca, que levou à condenação de 14 bancos ao pagamento de multas de 255 milhões de euros.

Mariana Mortágua acredita que "a Assembleia da República não pode passar ao lado de mais este caso de abuso por parte da banca e negligência por parte do seu supervisou". Como tal, ainda antes de "ponderar a apresentação de iniciativas legislativas, torna-se imperativo ouvir (...) os principais envolvidos no processo".

A deputada bloquista lembra que os bancos contestaram agora a investigação e decisão e aponta o dedo ao banco público, dizendo que "a situação é particularmente grave" na Caixa Geral de Depósitos (CGD), já que "mais uma vez se prova que o banco público não foi capaz de, no passado, se distanciar das más práticas da banca".

Para o Bloco, o cartel da banca surge como "mais uma prova do caráter transversal das práticas criminosas e/ou abusivas por parte dos bancos em Portugal".

"A troca sistematizada de informações sensíveis, em prejuízo dos clientes bancários, vem descredibilizar por completo o argumento da proteção da concorrência, tantas vezes avançado pela banca para se opor a mais exigências de transparência", acusou a deputada do Bloco de Esquerda.

Mariana Mortágua refere que "também o papel do Banco de Portugal neste processo deve ser avo de análise e crítica", tendo em conta que lhe "cabia a supervisão e identificação destas práticas, sem que existam provas que tal tenha acontecido". Assim, diz, "o Banco de Portugal não só não identificou as práticas abusivas do setor, como defendeu a redução das coimas junto da AdC em defesa da rentabilidade da banca".

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