Centros comerciais com quebras de 40% na Grande Lisboa. Alguns podem fechar

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais alerta para o provável encerramento de espaços na capital.

Os centros comerciais da Área Metropolitana de Lisboa (AML), com limitação de horário devido à pandemia, registam quebras de vendas que "representam 40% face ao mesmo período do ano passado", indicou esta terça-feira a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

Enquanto interlocutor deste setor em Portugal, a APCC quer que "o Governo determine a reabertura total, ainda esta semana, dos centros comerciais na AML", onde as lojas têm de encerrar às 20h00, à exceção dos supermercados que podem funcionar até às 22h00.

Em declarações à TSF, o presidente da APCC Associação Portuguesa de Centros Comerciais diz que há lojas e centros comerciais na região de Lisboa que se arriscam a fechar portas em breve.

Por causa das limitações, António Sampaio de Mattos explica que os centros comerciais da região estão a ter metade dos clientes que tinham no passado.

"Se isto continuar como está, a gravidade vai ser muito maior. Poderá levar ao encerramento de centros comerciais. É evidente que os centros comerciais mais conhecidos e melhor localizados não vão fechar, mas os nossos associados são 96 centros", admite.

Em Lisboa e Vale do Tejo, onde os centros comerciais mais cedo, os clientes caíram 47% no último mês. No resto do país a descida fica pelos 30%.

"A AML tem um peso muito significativo para a proteção do emprego, uma vez que é aqui que se concentram 35% dos centros do país, e que estes asseguram 50% do emprego total gerado pelo setor a nível nacional", destacou a APCC.

A funcionar com limitação de horários devido à pandemia de Covid-19, os centros comerciais da AML, que integra 18 municípios da Grande Lisboa e da Península de Setúbal, verificam "quebras de vendas de mais de 15 pontos percentuais acima do registado no resto do país", uma vez que estão a registar uma diminuição de 40% na faturação em comparação a 2019.

Para os associados da APCC, a limitação de horário de funcionamento é "injustificada e lesiva para a recuperação económica da atividade dos lojistas dos centros comerciais".

Os 18 municípios que integram a AML são Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Também em comunicado, o presidente da APCC lembrou que, desde 1 de junho, os centros comerciais, à exceção dos da AML, "estão a operar sem limitações no resto do país sem registo de quaisquer incidentes".

"Não existem razões objetivas para que se mantenham estas restrições sobre espaços que têm mostrado, como poucos outros, capacidade de garantir a segurança de visitantes, lojistas e colaboradores das lojas, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global", declarou António Sampaio de Mattos.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 733 mil mortos e infetou mais de 20 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.759 pessoas das 52.825 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Notícia atualizada às 16h18

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