Cerca sanitária levou a perda de milhões de euros. "Era um desastre se continuasse"

A Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores de Odemira e Aljezur alude às perdas durante os dias de restrições apertadas, mas também à contribuição para soluções: a construção de alojamento temporário para mil trabalhadores.

O presidente da Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores de Odemira e Aljezur admite que o levantamento da cerca sanitária foi uma ótima notícia. Luís Mesquita Dias avança também com a intenção de construir alojamento temporário para mil trabalhadores.

"Três mil pessoas: é aquilo que nós estimamos como pessoas estando mal alojadas, mas é impossível pensar que todas são alojadas e o seu problema é resolvido pela agricultura, até porque nós vamos resolver o problema dos sazonais, mas não podemos resolver o problema da habitação permanente", esclarece Luís Mesquita Dias, que refere que o restante alojamento é da responsabilidade das câmaras e do Estado.

O presidente da Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores de Odemira e Aljezur garante, por isso, disponibilidade para "resolver um terço do problema".

"Admitindo que são três mil as pessoas mal alojadas, nós queremos contribuir com cerca de mil dessas três mil", contabiliza.

As freguesias de São Teotónio e de Longueira-Almograve, no concelho de Odemira, estão, desde a meia-noite, livres da cerca sanitária que durou quase duas semanas. Contas feitas, uma cerca de uma semana e meia, que causou prejuízos avultados, de acordo com Luís Mesquita Dias: seis a sete milhões de euros perdidos na primeira semana, "mais do que isso na segunda, e a terceira seria exponencial".

O levantamento das restrições nestas duas freguesias deve-se à evolução positiva da situação pandémica na zona. O fim da cerca sanitária foi recebido como uma boa notícia pelo presidente da Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores de Odemira e Aljezur. "O fim da cerca foi fundamental, porque era um desastre se ela continuasse. Mesmo que fosse 'só' até ao dia da reunião de Conselho de Ministros, eram milhares, se não milhões de euros a mais daqui até lá."

Agora é tempo de recuperar as perdas. "Além de aspetos que não se veem imediatamente, mas que depois se refletem na retaliação ou na mudança de decisão da parte dos compradores internacionais, que, ao não serem abastecidos connosco, vão bater à porta de Marrocos ou de Itália ou de Espanha, e, depois, se forem bem servidos, alguns deles podem ficar lá", constata Luís Mesquita Dias.

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