CGTP acusa Governo de não fiscalizar sindicato dos motoristas de matérias perigosas

Arménio Carlos salienta que todos os motoristas de matérias perigosas podem ser incluídos no acordo coletivo que está a ser negociado entre a FECTRANS e a ANTRAM.

Arménio Carlos acusa o Ministério do Trabalho de ter agido tarde em relação às suspeitas que "surgiram há muitos meses" sobre os estatutos e respetiva composição do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas.

Em declarações à TSF, o secretário-geral da CGTP sublinha que o Governo deve ser mais célere a resolver os problemas dos trabalhadores e confessa estranhar o atraso da tutela.

"Estranhamos é que o Ministério do Trabalho que é a primeira entidade a ter obrigação de fiscalizar e de analisar quer os estatutos, quer a composição dos órgãos de direção dos respetivos sindicatos, não tenha visto aquilo que todos viram. Havia uma pessoa que não tinha nada a ver com a estrutura sindical, nem com a atividade profissional e que estava integrada naquela lista", explica Arménio Carlos, numa referência a Pedro Pardal Henriques.

Na opinião do líder da CGTP, a eventualidade dos protestos agendados pelo Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas serem considerados ilegais, Arménio Carlos entende que essa questão, com base nesta decisão judicial, pode vir a ser colocada em cima da mesa.

Em relação ao acordo que tem sido negociados entre FECTRANS e ANTRAM, Arménio Carlos salienta que todos os motoristas de matérias perigosas podem ser incluídos no acordo coletivo que está a ser negociado.

UGT concorda: Ministério do Trabalho agiu tarde

A UGT concorda que o Ministério do Trabalho agiu tarde. Em declarações à TSF, o secretário-geral da central sindical, lamenta que tal tenha sucedido. "Peca por tardio. Os estatutos deste sindicato já foram promulgados há mais de um ano, e a DGERT teve muito tempo para avaliar desconformidades estatutárias", explicou Sérgio Monte.

O líder da UGT admite, no entanto, que é positivo que haja este tipo de ações judiciais, porque ajudam a prevenir outros casos. Sérgio Monte sublinha ainda que é imperativo que os direitos dos trabalhadores terão sempre de ser salvaguardos.

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