Aumento de preços. Há empresas de distribuição de energia a querer denunciar contratos

Em causa está o aumento brutal do preço por megawatt/hora. À TSF, presidente da CIP, António Saraiva, avisa que para além do aumento da eletricidade, há outros problemas que as empresas enfrentam, temendo uma "escalada de preços".

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal afirma que o nível de preços atingidos pela eletricidade no mercado grossista não estava no pior dos pesadelos dos empresários.

Em declarações à TSF, António Saraiva revela que já há empresas de distribuição de energia a quererem denunciar contratos para poderem atualizar os preços, confessando alguma preocupação.

"Esta quinta-feira, quatro recorde com 288,53 megawatt/hora, é um valor que não estava nos nossos piores pesadelos equacionado. De tal modo, que algumas empresas fornecedoras de energia [...] estão a tentar denunciar os contratos porque as margens de comercialização já estão desatualizadas", alerta.

António Saraiva fala de uma tempestade perfeita até porque ao aumento do preço da energia juntam-se outros problemas, que enumera. "A somar ao aumento da energia, o aumento das matérias-primas e a sua escassez, o aumento do custo de transporte", refere António Saraiva.

Perante este cenário, o presidente da CIP admite que já há aumentos de preços com consequências na inflação. "Os custos de produção aumentando desta forma e mantendo-se no tempo vai levar forçosamente a uma adaptação de preços, porque as margens são totalmente absorvidas e levará, na Europa e no mundo, a uma escalada de preços", avisa António Saraiva.

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