Com dois sindicatos, nova greve dos motoristas pode ter ainda mais impacto

Ao contrário da greve de abril, a nova paralisação junta, pela primeira vez, motoristas de todo o tipo de mercadorias e não apenas de matérias perigosas.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias avisa que o pré-aviso de greve que apresentaram em conjunto com o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas para vigorar a partir de 12 de agosto, por tempo indeterminado, pode ter consequências ainda piores que a greve de abril.

Desta vez a paralisação é convocada não apenas pelo sindicato que representa os motoristas de matérias perigosas, mas também por um sindicato que representa os motoristas de todo o tipo de mercadorias.

O dirigente do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias relembra o que aconteceu quando a greve era apenas nas matérias perigosas, deixando vazias muitas bombas de gasolina. Agora, diz Jorge Cordeiro, é uma "greve das mercadorias em geral, pelo que se tiver a adesão esperada, tendo em conta as reações que já existiram, os supermercados ficam sem abastecimento... o país vai parar".

O sindicalista explica que, tal como os motoristas das matérias perigosas, estes motoristas querem aumentos de 100 euros por ano nos próximos tempos, e que, depois de falarem, os dois sindicatos perceberam que tinham pontos em comum.

"Achámos que uma união tinha todo o fundamento e mais impacto nas negociações", diz Jorge Cordeiro.

Para saber se a greve avança mesmo a partir de 12 de agosto, está marcada, para esta segunda-feira, 15 de julho, uma reunião decisiva entre os sindicatos, o Governo e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), que representa as empresas.

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