Concurso para 117 novos comboios? Fectrans espera que "seja concretizado o mais rápido possível"

José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, em declarações à TSF, explica que falta também "uma forte aposta na industrialização do país".

O Governo fala no maior concurso de sempre da história da CP. Vai ser lançado, esta tarde, o concurso para a compra de 117 novos comboios. A cerimónia realiza-se em Guifões, Matosinhos, com a presença do ministro das Infraestruturas. Ouvido pela TSF, José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, espera que este não seja apenas mais um anúncio.

"Já não é a primeira vez que temos anúncios de concursos que depois não se concretizam. Tentamos, efetivamente, que isto seja um concurso que não seja apenas utilizado neste momento pré-eleitoral e que seja concretizado o mais rapidamente possível, porque é preciso que Portugal renove o material circulante que tem", afirma.

José Manuel Oliveira lembra que não faltam apenas comboios, mas também "uma forte aposta na industrialização do país".

"Podemos correr o risco destes investimentos irem praticamente todos para fora sem qualquer incorporação de mão de obra portuguesa ou de indústria portuguesa. Entendemos que também é preciso que, havendo mais comboios, se comece a pensar na admissão de mais trabalhadores", considera.

O presidente do Conselho de Administração da CP - Comboios de Portugal, Pedro Moreira, irá apresentar, pelas 15h30, os termos do concurso para esta aquisição, aprovada em julho pelo Governo e com um valor de 819 milhões de euros, segundo comunicado enviado esta segunda-feira, pela empresa pública.

Em novembro, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que o concurso para a aquisição das automotoras elétricas tinha já o caderno de encargos pronto para o que disse ser "o maior concurso de sempre da história da CP".

Na ocasião, o ministro acrescentou que o concurso estava a ser preparado para garantir que os 117 comboios "são para ser feitos por uma empresa que esteja disponível para construir parte, ou a totalidade dos comboios" em Portugal.

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