Condições do leilão do 5G "estão perfeitamente articuladas com as regras europeias"

João Cadete de Matos assegura que os novos operadores não vão ser "parasitas" daqueles que já estão instalados.

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) afirmou hoje que as condições do processo do leilão do 5G "estão perfeitamente articuladas com as regras europeias".

João Cadete de Matos falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito de uma audição sobre o regulamento do leilão do 5G, a requerimento do CDS-PP.

"Estas condições (...) estão perfeitamente articuladas com as regras europeias", afirmou, em resposta a uma questão do PS sobre a carta enviada por Bruxelas enviada antes da decisão final do regulamento do leilão ao regulador.

"A esse nível não existe qualquer motivo de preocupação do nosso lado", salientou João Cadete de Matos.

Confrontado pelos deputados sobre a entrada de novos operadores no mercado português, o presidente da ANACOM argumenta que estes só podem aceder a uma reduzida faixa no espetro da rede 5G.

A Comissão Europeia pediu esclarecimentos à Anacom em outubro sobre as condições de cobertura dos novos entrantes e o 'roamming' nacional no leilão do 5G, segundo uma carta da DG CONNECT a que a Lusa teve hoje acesso em novembro.

Na carta enviada ao presidente da Anacom, datada de 22 de outubro, o diretor-geral da DG CONNECT (direção-geral para as redes de comunicações, conteúdos e tecnologia), Roberto Viola, aproveita a "oportunidade para solicitar esclarecimentos a respeito" das condições do leilão do 5G, na altura ainda em projeto de decisão.

João Cadete de Matos salientou que as contestações dos três operadores Altice Portugal, NOS e Vodafone Portugal também "têm acontecido" noutros países europeus.

As operadoras de telecomunicações têm criticado o regulamento, apresentando queixas a Bruxelas e colocando vários processos judiciais, onde se inclui providências cautelares.

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