Confederações patronais vão pedir audiência urgente ao primeiro-ministro

O anúncio foi feito pelo presidente da Confederação do Turismo de Portugal, à saída da audiência com o Presidente da República, em Belém.

As confederações patronais vão pedir uma audiência com caráter de urgência ao primeiro-ministro, depois de terem suspendido a participação na concertação social.

O facto de o Governo não ter apresentado antes aos patrões duas medidas que anunciou para a alteração da lei laboral tinha levado os patrões a abandonar de imediato a concertação.

Esta sexta-feira, após uma audição com o Presidente da República, em Belém, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, anunciou a intenção de reunir urgentemente com António Costa.

"Aquilo que nós vamos fazer, a partir de agora, é pedir, com caráter de urgência, uma audiência ao sr. primeiro-ministro, que já apresentou um pedido de desculpas público, que as confederações registaram", anunciou, em declarações aos jornalistas.

O objetivo deste encontro será "esclarecer cabalmente" a situação, para que "venha a ser ultrapassada". "Vamos falar com o sr. primeiro-ministro para definir de que forma é que isso irá acontecer", adiantou Francisco Calheiros, sublinhando que as confederações "são muito defensoras e apoiantes da concertação social".

O líder da Confederação do Turismo de Portugal afirmou ainda que as entidades patronais querem uma "fórmula estável" para que o país possa voltar ao crescimento económico.

"O que as confederações patronais pretendem é que haja estabilidade, previsibilidade daquilo que vai acontecer", declarou Francisco Calheiros.

Calheiros constatou que, depois de um ano e meio de pandemia - "que ainda não está controlada" - e com crises de energia e combustíveis à vista, "ninguém desejaria mais uma crise política".

Porém, "a crise está instalada" e agora o que é preciso é que, em termos governativos, haja "um figurino suficientemente estável para que se possa fazer as reformas estruturais que o país precisa".

Francisco Calheiros, recusa, no entanto, pronunciar-se sobre a rapidez com que devem ser marcadas as próximas eleições legislativas. "Quando o problema é grande, temos de ter serenidade para resolvê-lo com calma", disse.

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