"Contas certas, sem derrapagens." João Leão garante que Portugal vai cumprir "metas orçamentais"

O ministro das Finanças analisou os números do défice e destaca "redução muito expressiva".

O desconfinamento permitiu que o défice das administrações públicas caísse para 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) até setembro. Perante estes números revelados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), João Leão espera terminar o ano com o défice em 4,3%, uma "redução muito expressiva" que vai permitir ao país cumprir as "metas orçamentais".

Nesta análise, o ministro das Finanças referiu que este ano o Serviço Nacional de Saúde (SNS) conseguiu contratar mais 1400 médicos e 4800 enfermeiros e que as despesas com apoios de emergência às empresas e famílias ficou três vezes acima do previsto no Orçamento.

"Cinco mil milhões de euros face aos 1500 milhões de euros previstos para reforçar medidas tão importantes como o lay-off e o programa APOIAR, para ajudar a suportar os custos fixos das pequenas e médias empresas. Na saúde, Portugal atingiu a taxa de vacinação mais alta do mundo. Estes dados mostram que em 2021 a despesa deverá ficar exatamente em linha com o previsto no Orçamento do Estado, sem derrapagens", explicou João Leão.

O responsável pela pasta das Finanças garante que o país já retomou a trajetória de redução da dívida que tinha sido interrompida pela pandemia e que deverá diminuir de 135% em 2020 para 127% este ano.

"Vamos cumprir, pelo sexto ano consecutivo, as metas orçamentais definidas. Esta credibilidade internacional que o país atingiu tem sido fundamental para que os portugueses suportem taxas de juro de dívida pública historicamente baixas, as mais baixas de todos os países no sul da zona euro. Ao longo do próximo ano importa assegurar a importância crescente das medidas de recuperação da economia. Será um desafio novo para os países europeus que viram a sua dívida aumentar muito durante a pandemia. As previsões mais recentes sobre o crescimento da nossa economia mostram que podemos enfrentar o futuro com confiança", acrescentou o ministro das Finanças.

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