Contrato "tem de ser revisto". Governo diz que TAP paga demasiado à Groundforce

Pedro Nuno Santos considera que a TAP paga acima do preço de mercado pelos serviços da Groundforce. Execução do penhor das ações pode ajudar a quebrar "o impasse".

O ministro das Infraestruturas afirmou, esta quarta-feira, que a TAP paga acima do preço de mercado à Groundforce pelo serviço assistência em aeroportos, o que tem consequências nas contas da companhia aérea e, por isso, o contrato tem de ser revisto.

"É óbvio que a TAP tem de rever o contrato que tem com a Groundforce", afirmou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que está a ser ouvido pela comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Segundo o governante, a companhia aérea que voltou ao controlo do Estado em 2020 paga "acima do [preço de] mercado ao serviço de 'handling'" e que isso tem "consequências nas contas da empresa", que está a sofrer um processo de reestruturação.

Na audição parlamentar, o ministro Pedro Nuno Santos considerou que a execução pelo Montepio da penhora sobre as ações de Alfredo Casimiro (como noticiou o Expresso), "abrem uma nova perspetiva de resolução do problema de Groundforce". Para o ministro, "um dos principais problemas é o atual acionista privado, que não está vendedor e também não tem dinheiro para meter."

"Estamos a trabalhar numa solução estrutural para a empresa, não desistimos, mas obviamente temos um problema", admitiu o ministro, lembrando que a situação difícil que a TAP vive obriga a uma estratégia conjunta.

"Dificilmente a empresa terá mais alguma coisa para dar à TAP em abril e é preciso ter consciência disso. A TAP não pode continuar a fazer adiantamentos e por isso precisamos rapidamente de encontrar uma solução estrutural e espero que nas próximas semanas o consigamos", diz.

"O Estado português e o Governo não querem que a Groundforce caia. Estamos a tentar encontrar uma solução para a TAP e ao mesmo tempo para a Groundforce", garantiu Pedro Nuno Santos, sublinhando que, por imposição da Comissão Europeia, o cenário de uma eventual nacionalização seria uma possibilidade sempre "temporária".

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