Corrida aos postos antes da greve compensou. Consumo de combustível não sofreu queda

A APETRO aponta que, apesar do declínio no consumo dos últimos dias, houve um aumento anterior à greve que terá compensado os cálculos.

A APETRO está satisfeita com a suspensão da greve e com o fim da crise energética, e admite que o único transtorno causado pela paralisação dos motoristas de matérias perigosas às empresas petrolíferas foi ao nível do planeamento da distribuição.

Quanto ao volume de vendas, João Reis, o presidente da associação, admite que nos últimos sete dias se vendeu menos combustível, mas lembra que, antes da greve, houve um aumento que o leva a concluir que a variação em relação a igual período do ano passado não é grande.

"As vendas aumentaram na semana anterior à greve. Durante o período de greve, presumo que tenha sido dentro da normalidade para este período. Se as pessoas tiverem combustível, já irão abastecer menos. Analisando um período longo, penso que não haverá uma grande variação", diz João Reis à TSF.

O presidente da APETRO considera, no entanto, que o combustível "é um tipo de produto que não se compra se não se precisar".

Sobre o balanço de vendas em comparação com 2018, João Reis pensa que não terá havido uma diferença acentuada: "É provável que neste período se tenha vendido menos, mas também se tinha vendido mais num período mais longo. Por isso, avaliando um período longo, talvez não haja uma grande diferença para o mês homólogo."

João Reis acredita que "a greve é a última hipótese desejável", e, por isso, revela que, na APETRO, ficaram "muito agradados com a chegada a um acordo".

O fim da crise energética era também expectável, diz o presidente da associação, que explica que, durante esse período, o que teve de se ter em atenção foi deixar a REPA sempre abastecida.

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