Costa defende cooperação com Espanha para integração de Portugal na alta velocidade

O primeiro-ministro recordou que é para infraestruturar "todo o potencial" de relacionamento que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português financia novas ligações transfronteiriças.

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu nesta sexta-feira que Portugal e Espanha devem cooperar na integração de Portugal na rede ibérica de alta velocidade ferroviária.

"As ligações entre Porto e Vigo, Aveiro e Salamanca, Algarve e a Andaluzia permitem ligar toda a faixa atlântica e garantir a sua integração no conjunto da rede peninsular", disse o governante no encerramento do Fórum La Toja, na Galiza, em Espanha.

Ligando o corredor atlântico ao mediterrânico dá para ver como o desenvolvimento da ligação ferroviária do Porto de Sines à fronteira em Badajoz e de Badajoz a Valência podem ligar, através da Península Ibérica, o Canal de Suez ao Canal do Panamá, sublinhou.

"E, assim, fortalecer significativamente a centralidade da Península Ibérica e do comércio internacional", acrescentou.

O primeiro-ministro recordou que é para infraestruturar "todo o potencial" de relacionamento que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português financia novas ligações transfronteiriças, desde a ligação de Bragança e Sanabria à ligação de Alcoutim (Algarve) a SanLucar del Guadiana (Andaluzia).

Com o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, na primeira fila, António Costa adiantou que este tema será "seguramente" aprofundado na próxima Cimeira Luso-Espanhola, que se realiza a 28 de outubro, em Trujillo, Espanha.

No final dos discursos, António Costa e Pedro Sánchez seguiram para um almoço reservado para preparar esta cimeira.

O Fórum La Toja, que começou na quarta-feira e encerrou nesta sexta-feira, reuniu políticos, pensadores e empresários e teve como tema nesta edição de 2021 "Uma Oportunidade para Relançar o Vínculo Atlântico".

Entre os vários oradores destaque para o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Português, Augusto Santos Silva, que defendeu a necessidade da Europa ser mais autónoma, dona do seu destino e aberta ao mundo, e apontou perigos e ameaças de confrontação e divisão.

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