Costa prevê 18 mil novos empregos em Portugal até 2026

O primeiro-ministro voltou a sublinhar que o PRR "não é um plano abstrato" e, se for cumprido, vai ajudar à inovação de Portugal.

António Costa prevê que, até 2026, Portugal tenha cerca de 18 mil novos empregos, com um volume de negócios de 3,6 mil milhões de euros através das agendas mobilizadoras, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O primeiro-ministro anunciou que 51 consórcios passam à fase de negociação, com um investimento total de 7,6 mil milhões de euros, com o PRR a financiar parte do valor, com três mil milhões de euros.

Os contratos devem ser assinados no próximo mês, naquele que é o "programa mais importante do PRR para a transformação da económica", e com António Costa a afirmar mesmo que "o dia e meio" da apresentação dos projetos, no ano passado, foi "o dia e meio mais feliz como primeiro-ministro".

Os consórcios apresentam projetos inovadores, para ajudar a economia portuguesa a dar um passo em frente. A energia é a principal área de investimento com mais de dois mil milhões de euros.

O primeiro-ministro sublinhou que, de acordo com as estimativas, "até 2026 tenhamos 2207 novos serviços ou patentes", assim como 17.894 novos empregos, "dos quais 11.345 altamente qualificados".

Na apresentação das agendas mobilizadoras para a inovação empresarial, o primeiro-ministro voltou a sublinhar que o PRR "não é um plano abstrato" e, se for cumprido, vai ajudar à inovação de Portugal.

"O PRR não é uma fantasia abstrata, nem sonhos de projetos que queremos realizar um dia. Espero que existam, mas não no âmbito do PRR, que assenta numa base contratual. Contratámos com a comissão europeia de que vamos alcançar certas metas", lembra.

Assim, é preciso cumprir com o plano de Bruxelas, para que o dinheiro da bazuca entre, na totalidade, nos cofres de Portugal. O primeiro-ministro acrescenta que é preciso "vencer o ceticismo" e dar um novo horizonte às gerações mais novas.

"Mostrar os vossos produtos e o que se propõem fazer, é absolutamente decisivo para vencer o ceticismo e mostrar que é possível fazer", disse.

As agendas mobilizadoras "cobrem o conjunto do país", com o chefe de Governo a garantir que "não há nenhuma região que não tenha um projeto aprovado". A maioria dos projetos está no Norte e no Centro, e "geram três polos industriais fortes em Matosinhos, Setúbal e Sines".

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