Depois da crise energética, Governo põe fim à situação de alerta

O Ministério da Administração Interna refere que se deixaram de verificar "as circunstâncias que levaram à necessidade da requisição civil e da situação de alerta", após o fim da greve dos motoristas de matérias perigosas.

O Governo cessou a situação de alerta que vigorava desde o dia 9, na sequência do fim da crise energética, anunciou esta terça-feira o Ministério da Administração Interna.

O despacho da cessação da situação de alerta foi assinado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Numa nota à comunicação social, o Ministério refere que se deixaram de verificar "as circunstâncias que levaram à necessidade da requisição civil e da situação de alerta", após o fim da greve dos motoristas de matérias perigosas.

Na segunda-feira, o Governo aprovou o fim da crise energética, voltando Portugal à situação de normalidade às 00h00 desta terça-feira.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que levou o Governo a adotar medidas excecionais para assegurar o abastecimento de combustível, terminou no domingo, ao fim de sete dias de protesto, depois de o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), que se mantinha isolado na paralisação desde quinta-feira à noite, a ter desconvocado.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias desvinculou-se da greve ao quarto dia, na quinta-feira à noite, e vai regressar às negociações com o patronato em 12 de setembro.

Para esta terça-feira, foi agendada uma reunião, por iniciativa do Governo, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma das negociações entre a associação patronal ANTRAM e o SNMMP.

Os motoristas reclamam, entre outras medidas, melhores salários.

"A telenovela acabou"

"A telenovela acabou." Foi este o desabafo do ministro Pedro Nuno Santos, à entrada do elevador do Ministério das Infraestruturas, escassos minutos depois das 16h00, hora marcada para o encontro entre o Governo e o sindicato liderado por Francisco São Bento que tem como porta-voz Pedro Pardal Henriques. Este desabafo do governante pode indicar que haverá caminho aberto para um eventual entendimento entre motoristas e empresas de transporte, na sequência do diferendo que deu origem à greve da última semana.

Minutos antes, os dois representantes do sindicato dos motoristas chegavam ao ministério, altura em que Pardal Henriques assinalou, em tom crítico, o facto de o Governo ter reunido com os patrões antes do encontro com os representantes dos trabalhadores. Apesar do lamento, o porta-voz dos motoristas também afirmou que vai acreditar na boa-fé de todas as partes que participam neste processo negocial.

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