"Dinheiro nunca chega à empresa." CP admite que injeção de 1815 milhões não resolve problemas estruturais

José Reizinho, da Comissão de Trabalhadores da CP, diz à TSF que o dinheiro pode ajudar na dívida, mas "o problema é que o dinheiro nunca chega à empresa".

O Governo prevê, no próximo ano, uma despesa excecional de 1815 milhões de euros com a CP - Comboios de Portugal, empresa que detém uma dívida histórica superior a dois mil milhões de euros. José Reizinho, da Comissão de Trabalhadores, admite que pode ajudar na questão da dívida mas não resolve os problemas estruturais da empresa.

"O dinheiro resolve, mas é se o dinheiro chegar à empresa. O problema é que o dinheiro nunca chega à empresa: o dinheiro para comprar o material circulante, o dinheiro para admitir pessoas que são necessárias para a CP, desde o maquinista, até ao simples manobrador. Esse é que é o nosso problema", afirma, em declarações à TSF.

De acordo com o relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2021, o Ministério das Finanças inscreveu um valor de 1815 milhões de euros em despesa excecional para 2022, a título de dotações de capital, para a operadora ferroviária. Em 2021, este valor era de 70 milhões de euros.

No relatório, a tutela explica que "relativamente aos encargos com ativos financeiros, destaca-se o financiamento a empresas do SEE [Setor Empresarial do Estado], com particular relevância refira-se ainda a componente de comissões e outros encargos".

O Governo entregou na segunda-feira à noite, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE22), que prevê que a economia portuguesa cresça 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.

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