Diretor do ECO acredita que compra da dona da TVI vai mudar o setor

António Costa lembra que a Cofina e a Media Capital juntas tornar-se-ão o maior grupo de comunicação social português.

O diretor do jornal online ECO, António Costa, defende que a compra da dona da TVI pela Cofina vai trazer uma "mudança estrutural no setor". António Costa lembra, em entrevista à TSF, que com esta operação a dona do Correio da Manhã torna-se o "maior grupo de comunicação social português".

"Este negócio vem espoletar uma mudança estrutural no setor. Não creio que, depois deste negócio, tudo continue na mesma como está até aqui. Provavelmente, vai obrigar a realinhamentos, a ajustamentos nos vários grupos de comunicação social, e grupos mais fortes. Grupos fortes económica e financeiramente são os grupos que fazem melhor jornalismo, que prestam melhor informação. São, à partida, os grupos mais independentes do ponto de vista editorial", começa por dizer à TSF.

Agora que as duas empresas chegaram a acordo, António Costa sublinha que ficam vários dúvidas sobre o futuro dos meios de comunicação que fazem parte dos dois grupos: "É preciso saber em detalhe o que é que a Cofina quer fazer com a TVI e com a Media Capital: de que forma é que esta integração vai ser feita, como é que vai ser preservada a garantia de independência editorial, se vai haver uma fusão funcional das redações do Correio da Manhã e da TVI. O comunicado da Cofina indicia que não, mas é preciso que isso seja detalhado."

No mesmo plano, António Costa sublinha que um eventual parecer negativo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) "mandaria abaixo a operação", apesar de não acreditar que tal venha a acontecer.

"Diria que poderá haver um ou outro apontamento, tendo em conta que a CMTV já é hoje líder no cabo, mas tem uma classificação de um canal generalista, enquanto a TVI24 é um canal de informação. Poderá haver aí alguma iniciativa por parte da ERC para garantir independência editorial dos dois meios e capacidade de gestão autónoma dos dois meios. No final do dia, não creio que a ERC ou a Autoridade da Concorrência coloquem obstáculos ou imponham medidas ou remédios que venham impedir esta operação."

António Costa vinca ainda que "a Cofina e a Media Capital juntas têm um volume de negócios na ordem dos 300 milhões de euros", sendo que "os números de 2017 da Impresa (dona do Expresso e da SIC) anda na ordem dos 170 milhões de euros".

"Este grupo vai ser de longe o maior grupo de comunicação social português, muito distante do segundo que passará a ser a Impresa", remata.

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