Dois terços das empresas querem manter teletrabalho após pandemia. 85% não paga ajudas de custo

Ideia da maioria das empresas é ter um regime de trabalho misto, em casa e na empresa.

Cerca de dois terços dos responsáveis de recursos humanos de médias e grandes empresas portuguesas (68%) pretendem adotar o teletrabalho de forma estrutural, mesmo depois da pandemia. A ideia da maioria é avançar para um regime misto, mantendo uns dias de trabalho em casa e outros dias na empresa.

A conclusão é do barómetro do Kaizen Institute, uma consultora especialista em recursos humanos, que também revela que 70% dos 150 diretores inquiridos consideram que a eficiência dos funcionários em teletrabalho será equivalente ou superior à registada antes da Covid-19 a trabalharem nas instalações da empresa; 30% defendem o contrário.

Tiago Mota Costa, especialista do Kaizen Institute nesta área, fala num "contexto que obrigou as organizações a adaptarem-se rapidamente aos novos tempos, numa larga adoção ao teletrabalho" que, sem a pandemia, não iria acontecer em menos de uma década. Uma mudança considerada "disruptiva".

Inicialmente o teletrabalho foi forçado, mas agora as empresas encontram vantagens nesta forma de trabalhar, com o barómetro a revelar, igualmente, que 85% das empresas não paga ajudas de custo aos colaboradores em teletrabalho e somente 8% pensa vir a fazê-lo.

Do lado dos sindicatos, o teletrabalho levanta muitas dúvidas, nomeadamente à líder da CGTP.

Em reação a este estudo, contactada pela TSF, Isabel Camarinha defende que, a longo prazo - não em situação de pandemia -, trabalhar em casa não é uma boa ideia e já teve conhecimento de intenções de empresas em mantê-lo depois da Covid-19.

"Para as empresas pode ser apetecível pois poupam muitos custos de contexto, como instalações, energia, algo que deve levar os trabalhadores a serem ressarcidos das despesas que têm por trabalharem a partir de casa", numa ajuda financeira que, segundo a CGTP, não está a acontecer em muitos casos.

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