"Durante esta crise, a banca tem passado despercebida"

O presidente do Novo Banco acredita que é "uma grande vitória" a banca ter passado "despercebida" durante a crise pandémica.

António Ramalho, presidente do Novo Banco, entende que "durante esta crise, a banca tem passado despercebida", algo que representa uma "grande vitória do sistema financeiro nesta primeira fase".

"Podemos beneficiar disso para começar a pensar logo na segunda fase, que é a de recuperação", assinalou, numa intervenção durante a Money Conference, iniciativa da TSF e do Dinheiro Vivo.

Já João Pedro Oliveira e Costa, do BPI, refere que, "em momento de grande novidade, como o que estamos a viver não há receitas certas com aplicações e efeitos imediatos".

"O que foi feito até à data pelo Estado foi muitíssimo bem feito, quer em termos de apoios quer da capacidade que o país tinha para apoiar no momento zero", defende.

Pela Caixa Geral de Depósitos, José João Guilherme refere que os mercados "reagiram muito nervosamente ao anúncio de uma vacina, pela positiva".

Num momento em que "ninguém sabe se demora mais um mês ou mais um ano", há a ter em conta "as orientações dos reguladores, que recomendaram prudência no que se refere à distribuição de dividendos" e a atitude, também prudente, dos bancos, que "constituíram imparidades adicionais para enfrentar a situação que vem aí".

Miguel Belo de Carvalho, do Banco Santander, refere que "vamos ter uns trimestres pela frente em que vai haver algumas condições difíceis de adesão ao mercado de trabalho".

Este é um tema que "devia ser incluído no Plano de Recuperação e Resiliência", em especial o emprego jovem, "um dos temas mais importantes do próximo ano ou, eventualmente, dos próximos dois anos".

Miguel Maya, do BCP, realça que, no caso deste banco, "os custos anuais que temos para o mecanismo do Fundo de Resolução são de 47 milhões de euros por ano, mais do que o orçamento que tenho para fazer novos desenvolvimentos tecnológicos".

Na perspetiva do BCP "isto não é sustentável e o que não é sustentável, em algum momento tem de ser corrigido. Somos muito insistentes na necessidade de, de uma vez por todas, haver coragem política para se alterar esta desvantagem competitiva que é criada para os bancos que criam valor na comunidade portuguesa", fundamentou Miguel Maya.

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