"É muita propaganda." PME esperam há seis meses por apoios do Governo

Jorge Pisco, presidente da confederação das Pequenas e Médias Empresas, relembra que António Costa anunciou em julho que "iria haver apoios às famílias e empresas em setembro", considerando que "esta é a forma de estar do Governo", dado que, "no concreto, as coisas não andam".

Não passa de propaganda. É o que considera a confederação das Pequenas e Médias Empresas (PME) a propósito dos apoios que esperam há, pelo menos, seis meses.

O jornal Público escreve, esta terça-feira, que nenhum dos 33 candidatos ao programa de apoio à capitalização das PME recebeu ainda um cêntimo. O prazo de candidatura terminou a 15 de fevereiro, mas, seis meses depois, ainda não há dinheiro. Questionado pelo diário, o Ministério da Economia remete decisões para as próximas semanas.

Ouvido pela TSF, Jorge Pisco, presidente da confederação das PME, fala de propaganda e deixa ainda um outro exemplo.

"O senhor primeiro-ministro anunciou em julho que iria haver apoio às famílias e empresas em setembro. Sistematicamente, esta é a forma de estar do Governo. É muita propaganda, mas depois no concreto, as coisas não andam", afirma.

"Candidaturas deste tipo são para empresas que até já têm estrutura orgânica que lhes permite avançar com essas candidaturas, porque uma microempresa tem que recorrer a terceiros para o fazer", sublinha.

Jorge Pisco tem também dúvidas sobre a verdadeira utilidade do Banco de Fomento, instituição à qual compete a gestão
das verbas do programa de apoio à capitalização das PME.

"Temos muitas dúvidas sobre a operacionalidade do banco e para que serve, porque na realidade é isto que estamos a ver. Por isso, se vai levar 15 dias, três semanas, ou um mês a publicar, não são sabemos. A verdade é que as empresas precisam de ser capitalizadas, têm problemas complicados de tesouraria e daí que, relativamente às micro e pequenas empresas, sempre tenhamos defendido que havia necessidade de um apoio específico para que elas pudessem sobreviver. Estamos a viver uma bolha em que parece que está tudo bem, mas vamos aguardar por setembro e depois a situação vai ser bastante mais complicada. É necessário que o Governo tratasse de dar esses apoios", acrescenta.

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