EasyJet abre base em Faro. Ministro elogia companhia que "tem excelente relação com Estado português"

A companhia aérea trabalhará com três aviões Airbus 320 e voará para 21 rotas.

Num tempo em que a aviação foi talvez o setor mais atingido pela pandemia, o ministro das Infraestruturas e Habitação não poupou elogios à easyJet. Pedro Nuno Santos quis deixar claro o apreço por uma companhia aérea que não teve medo de investir nestes dias difíceis.

"Num momento em que o setor da aviação recua em todo o lado, nós vemos uma companhia, a easyJet a abrir uma base e a investir em Portugal", disse. "É um sinal de grande confiança e aposta no nosso país", considerou.

Com três aviões A320 a operar a partir de Faro e cem trabalhadores que foram deslocados de outras bases, a easyJet vai voar da capital algarvia para 21 destinos europeus e terá cinco novas rotas para o Luxemburgo, França (Lille e Toulouse), Alemanha (Munique) e Suíça (Zurique)

O ministro acredita que esta base pode crescer no futuro. Não citando nunca o nome da Ryanair, companhia com a qual teve um recentemente um diferendo e que acusou de ter "atos hostis contra a TAP", percebeu-se que, no seu discurso, o ministro das Infraestruturas comparou a atuação da easyJet em contraponto com a companhia irlandesa.

"A easyJet é uma companhia aérea que tem uma excelente relação com o Estado português, que não tem nenhum conflito social, que respeita a legislação nacional e laboral", lembrou.

Ao longo dos últimos 20 anos a easyJet transportou mais de 20 milhões de passageiros de e para o Algarve.

Questionado sobre a situação da Groundforce, Pedro Nunos Santos apenas adiantou que "tudo será feito para garantir que não haverá rutura no serviço de handling" - serviços de assistência em escala aos passageiros e bagagens - nos aeroportos portugueses.

Quanto à várias greves marcadas para as próximas semanas, nomeadamente na CP - Comboios de Portugal e Infraestruturas de Portugal afirmou que o Governo está a trabalhar com as empresas e os representantes dos trabalhadores para "tentar ir ao encontro das suas reivindicações" e espera que não haja "grande convulsão social na casa da CP".

"Há pré-avisos de greve, eu gostava que eles fossem levantados, estamos a trabalhar com os sindicatos para ver se conseguimos ainda levantar", concluiu.

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