"EDP tem capacidade para distribuir dividendos porque fez os trabalhos de casa"

António Mexia garante que, apesar da crise económica, a EDP manteve o compromisso com os trabalhadores.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, defendeu esta quinta-feira a estabilidade da remuneração aos acionistas, realçando que se a empresa que lidera "tem capacidade de distribuir os dividendos é porque fez os trabalhos de casa".

Em conferência de imprensa no final da assembleia-geral de acionistas, António Mexia realçou que, no atual contexto de pandemia de covid-19, a resiliência do modelo de negócio permitiu à EDP manter o compromisso com a totalidade dos 'stakeholders' (intervenientes no negócio), nomeadamente trabalhadores, fornecedores, clientes e acionistas.

"Se a EDP tem capacidade de distribuir os dividendos, é porque fez os trabalhos de casa", declarou o gestor, referindo que a elétrica mantém "os compromissos com todos os 'stakeholders'".

Realçando que "a decisão sobre os dividendos cabe aos acionistas", o gestor destacou que a proposta do Conselho de Administração de distribuição de 694,74 milhões de euros em dividendos relativos a 2019 foi aprovada por 99,13% do capital presente na reunião magna (67% do total).

Face às críticas à política de remuneração dos acionistas da EDP no atual contexto de crise associada à pandemia, Mexia sublinhou que "a maior parte das empresas do setor aumentou os seus dividendos, coisa que não aconteceu na EDP", que manteve um dividendo de 19 cêntimos por ação, o mesmo do ano anterior.

António Mexia lembrou ainda que os dividendos da EDP aos acionistas são suportados pela atividade internacional, e que se dependessem da atividade nacional "o cenário seria outro", depois de a elétrica ter registado prejuízo em 2019 na atividade em Portugal.

Além disso, acrescentou, a EDP atuou em linha com as recomendações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O presidente da EDP lembrou que - na mesma linha de compromisso com todos os atores do seu negócio - a empresa antecipou o pagamento a fornecedores, sobretudo pequenas e médias empresas, antecipou o subsídio de férias aos trabalhadores e permitiu a flexibilização do pagamento aos seus clientes afetados pela pandemia covid-19.

A EDP mantém ainda o plano de contratação de 700 trabalhadores em 2020, dos quais metade em Portugal, e o plano de investimentos de nove mil milhões de euros até 2022.

Os acionistas da EDP aprovaram hoje a proposta do Conselho de Administração de distribuição de 694,74 milhões de euros em dividendos relativos a 2019, ano em que a elétrica teve lucros consolidados de 512 milhões de euros.

A proposta de aplicação dos resultados, incluindo um dividendo de 19 cêntimos por ação, era o segundo ponto da assembleia-geral de acionistas, que este ano decorreu através de meios telemáticos, devido às restrições provocadas pela pandemia covid-19.

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