Em apenas duas semanas, Covid-19 fez disparar défice do Estado

De superavit para défice, culpa foi sobretudo da despesa pública que disparou para travar a pandemia.

Apesar de ter afetado apenas duas semanas do primeiro trimestre de 2020, a pandemia ajudou o défice do Estado disparar para 1,1% do PIB nos primeiros três meses do ano.

A conta é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que aponta para um défice ou saldo negativo de 1,1% no trimestre de janeiro, fevereiro e março, o que contrasta com o superavit ou saldo positivo de 0,1% no mesmo período do ano anterior.

Ou seja, em vez de um lucro, podemos chamar-lhe assim, de 59 milhões de euros, o Estado passou a ter um prejuízo de 571 milhões nos primeiros três meses do ano.

O INE confirma que estas contas do setor público já refletem os efeitos da Covid-19 na atividade económica.

Recorde-se que foi a meio de março que foram tomadas diversas medidas de contenção da propagação da doença.

O INE destaca que a 12 de março foi anunciado o encerramento das escolas e universidades (com efeitos a partir de 16 de março) e no dia 18 foi decretado o estado de emergência, ditando-se o encerramento temporário de várias atividades económicas e restrições à livre circulação de pessoas.

No caso das contas do Estado e do défice este aumentou sobretudo à custa do lado da despesa que cresceu 4,3%, bem mais que a receita pública (+1,1%).

Destaque para os chamados consumos intermédios que subiram 9,3%, mais cerca de 214 milhões de euros, em grande parte por causa de despesas nos serviços de saúde para travar a pandemia.

Os subsídios pagos também aumentaram bastante: +18%, ou seja, mais 18 milhões de euros.

Nota ainda para um crescimento de 3,1% da despesa corrente resultado de acréscimos nas prestações sociais (+3%) e nas despesas com pessoal (+5,1%), refletindo medidas de política de valorização salarial.

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