Rendas: empresas com quebra de faturação vão ter apoios que podem chegar aos 50%

Pedro Siza Vieira fala num envelope de sete mil milhões de euros, dos quais mais de mil milhões são a fundo perdido.

O Estado pode pagar até metade da renda das empresas afetadas pela pandemia nos próximos seis meses. O ministro da Economia anunciou esta quinta-feira à tarde um pacote de novas medidas de apoio para o primeiro semestre do próximo ano.

Pedro Siza Vieira fala num envelope de sete mil milhões de euros, dos quais mais de mil milhões são a fundo perdido. Uma dessas medidas passa pelo apoio do Estado ao pagamento das rendas não habitacionais.

"Criámos um programa de apoio ao pagamento das rendas a fundo perdido que, basicamente, permite às empresas receber um apoio que, no caso de empresas que registem uma quebra de faturação, relativamente a 2019, entre 25 e 40%, corresponde a 30% do montante da renda até 1200 euros por mês", explicou Pedro Siza Vieira.

As empresas com quebra de faturação superior a 25% vão ter um apoio a fundo perdido de 30% e 50% do valor da renda mensal, sendo este pago em duas tranches ao longo do primeiro semestre de 2021.

O apoio ao pagamento das rendas integra o pacote de medidas aprovadas pelo Governo para serem aplicadas durante os primeiros seis meses do próximo ano com o objetivo de mitigar o impacto da pandemia na tesouraria das empresas, num total de 7200 milhões de euros, doas quais 1400 milhões de euros são a fundo perdido.

Na conferência de imprensa em que as medidas foram apresentadas, o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, adiantou que as candidaturas a este apoio deverão iniciar-se em janeiro.

O pacote de instrumentos contempla, além de novas medidas, o alargamento de medidas de apoio à situação de tesouraria das empresas já lançados e que até novembro fizeram chegar à economia 22 mil milhões de euros.

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