Empresas enfrentam elevado absentismo por causa de encerramento de escolas

Grupo têxtil Polopique regista um absentismo "superior a 30%" e vê comprometidos os prazos e encomendas, conta à TSF Isabel Carneiro, uma das administradoras.

Muitas empresas optaram por manter a laboração esta segunda-feira, véspera de feriado, mas debatem-se com um "elevado absentismo" dos trabalhadores, provocado pela necessidade de darem assistência aos filhos.

"Apesar da sensibilização dos nossos trabalhadores para virem trabalhar, porque temos encomendas para concretizar, estamos a contar que o absentismo seja muito significativo principalmente por causa do encerramento de escolas", disse à TSF Isabel Carneiro, uma das administradoras do grupo têxtil Polopique, com unidades de produção nos concelhos de Santo Tirso, Vizela e Guimarães e que emprega cerca de mil trabalhadores.

Esta responsável admite que nas últimas semanas, marcadas pela segunda vaga da pandemia da Covid-19, o absentismo naquela empresa é "superior a 30% e deve-se, essencialmente, a isolamentos profiláticos, o que compromete os prazos e as encomendas", salienta Isabel Carneiro.

Esta empresa, como tantas outras do mesmo setor, não seguiu o exemplo do Governo - que concedeu tolerância de ponto aos funcionários públicos - para poderem responder ao volume de encomendas. "Estamos sempre na expectativa que isto termine em breve até porque a economia não vai subsistir muito tempo se o país começar a parar como está a acontecer hoje", sublinha a administradora.

Com o ano de 2020 praticamente no fim e uma pandemia que se prolonga desde março, Isabel Carneiro estima que no grupo Polopique, um dos maiores empregadores da região, o volume de faturação se situe "um pouco abaixo dos 20% em relação ao ano anterior".

O maior impacto ocorreu "no início da pandemia, em abril e maio, os meses mais massacrados, quando os clientes ainda estavam a avaliar a forma como iriam reagir à pandemia".

Nos meses que se seguiram, a atividade foi normalizando "com muito esforço da nossa equipa comercial e sempre com desenvolvimentos a acontecerem, com uma proximidade diferente, não tão presencial, mas temos conseguido manter uma carteira de encomendas a par de outros anos", revelou Isabel Carneiro.

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