Escolas fechadas e crianças em casa? Trabalhadores devem ter "salário suportado a 100%"

A experiência do primeiro confinamento provou que é difícil conciliar o teletrabalho e o cuidado com as crianças, realçam os sindicatos. Os trabalhadores devem ser apoiados a 100%, defendem.

As centrais sindicais exigem que os pais sejam pagos a 100% se tiverem de ficar em casa a tomar conta das crianças, caso a possibilidade de fecho das escolas se confirme.

Isabel Camarinha, da CGTP, argumenta que os apoios do Governo foram insuficientes no início da pandemia. A secretária geral da intersindical defende que, se as escolas fecharem, o Executivo tem de emendar a mão. "O que nós temos vindo a exigir é que o Governo garanta o emprego e as retribuições totais aos trabalhadores, mas os trabalhadores viram os seus salários reduzidos naquela altura com a necessidade de ficarem em casa com as crianças", analisa Isabel Camarinha, que deixa ainda alertas em relação ao regime de trabalho à distância.

"Acumular o teletrabalho com cuidar de crianças pequenas... Todos sabemos que é impossível", considera a representante sindicalista. Isabel Camarinha também lembra a situação dos professores, que têm de dar aulas à distância e têm os filhos para cuidar, em simultâneo.

Sérgio Monte, da UGT, faz eco das reivindicações: os pais, que não tenham com quem deixar os filhos, devem ficar dispensados do teletrabalho e devem receber o salário na íntegra. "É óbvio que tem de haver também medida de apoio para os trabalhadores, sobretudo para estes trabalhadores", sublinha.

"Tal como acontece com o lay-off simplificado, em que o trabalhador recebe 100% do seu salário, e não os dois terços que recebeu no lay-off anterior, achamos que devia ser um salário suportado a 100%", reforça Sérgio Monte, que faz questão de lembrar que "é muito difícil estar em teletrabalho a cuidar de crianças".

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