Espanha retira candidatura à liderança do FMI

Nadia Calviño não vai entrar na votação que decorre esta sexta-feira para encontrar o sucessor de Christine Lagarde.

O Governo de Espanha retirou a candidatura de Nadia Calviño à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o El País, à Semelhança de Mário Centeno a ministra das Finanças espanhola diz que quer que seja escolhido um candidato de "consenso".

"Espanha está sempre disposta a promover o consenso entre os países da União Europeia para escolher uma candidatura comum à liderança do FMI. Assim, anunciamos que o Governo aposta por alcançar um acordo europeu, sem que a ministra de Economia, Nadia Calviño, participe na fase seguinte", informou o Governo espanhol.

Na mesma nota, o Governo liderado por Pedro Sánchez vinca que "continuará a trabalhar para impulsionar a governação dos organismos internacionais" e que considera "uma honra" que qualquer um dos seus membros possa ser considerado, "agora ou no futuro", como "uma garantia ao mais alto nível" para o funcionamento dessas instituições.

A votação para a designação do candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI está a decorrer esta sexta-feira.

Há agora apenas três candidatos na corrida à liderança do FMI: o holandês Jeroen Dijsselbloem, o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial.

O ministro das Finanças português anunciou ao início da noite desta quinta-feira, no Twitter, que não vai a votos nas eleições desta sexta-feira para escolher, numa votação entre os ministros das Finanças, o candidato da União Europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI).

À primeira vista parecia que Mário Centeno estava fora da corrida a diretor-geral do FMI, mas não é bem assim.

A TSF sabe que Mário Centeno não vai a votos pois considera que o método de escolha só vai servir para dividir ainda mais os vários Estados membros, mas contínua disponível para ser candidato à liderança do FMI, preferindo não ir a uma votação onde inevitavelmente ficará com uma 'marca' de derrotado.

Também o Reino Unido optou por não apresentar um candidato, depois de na quinta-feira o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, que coordena o processo de escolha de um candidato na União Europeia (UE), ter oferecido ao novo Governo britânico, liderado por Boris Johnson, a possibilidade de apresentar um candidato, "se assim o desejasse".

A votação está a decorrer "segundo as regras europeias de maioria qualificada", que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

"Podem ser organizadas várias fases de votação, se for necessário", precisou o ministério francês.

Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, Bruno Le Maire constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação para eleger o candidato europeu.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

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