"Estamos a negociar em mínimos." Sindicatos ainda esperam que Governo aumente atualização salarial

Na primeira ronda negocial, na quarta-feira, o Governo confirmou aos sindicatos que, apesar do 'chumbo' do OE 2022 e do contexto atual, os funcionários públicos vão ter no próximo ano uma atualização salarial de 0,9%. A Frente Sindical da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado acreditam que o Executivo ainda pode ir mais longe.

A Frente Sindical da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado ainda têm esperança de conseguir uma atualização dos salários além dos 0,9%, numa altura em que se prepararam para uma nova ronda negocial em reunião com o Governo.

Até ao fim das negociações, ainda há esperança, dizem a Frente Sindical da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, que admitem ser possível um entendimento com o Executivo. Ambos pretendem uma atualização dos salários da função pública já no próximo ano, mas os sindicatos não aceitam os 0,9% propostos.

No entanto, José Abraão, da Fesap, espera receber boas notícias neste encontro com a Tutela. "Sabemos que o Governo está limitado, seja como for, está em plenas funções e terá condições de encontrar outra forma de olhar para este problema, e daí não desistirmos, não baixarmos as nossas expectativas no que diz respeito àquilo que se pode concluir neste processo negocial", argumenta o representante da frente sindical.

"Hoje mesmo vamos ter uma reunião, que é já a segunda. Ficou em aberto uma outra terceira, que pode acontecer ainda esta semana." Decorrem as negociações, nota José Abraão, "esperando que esta crise se resolva o mais rapidamente possível", mas compreendendo que as necessidades nacionais estão acima da celeuma política. "Até lá, o país não para, a vida continua, e os trabalhadores da administração pública precisam que estes problemas sejam resolvidos, minimamente que seja, com as limitações que temos, mas sempre na expectativa de que não seremos deixados para trás", sublinha.

Helena Rodrigues, representante do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, confia que o Governo possa aproximar-se mais da pretensão dos sindicatos. "Quer os membros do Governo, quer os diversos partidos daquilo que é a nossa democracia, referem que é urgente que se aumente as remunerações dos trabalhadores, não só o salário mínimo, mas também daqueles que, tendo quadros superiores, habilitações superiores, estão, de facto, a aproximar-se cada vez mais dos salários mínimos, por falta de atualização parecida com a do salário mínimo."

A responsável não espera "qualquer dúvida" por parte de "qualquer partido" quanto a esta necessidade, e sustenta que a negociação está ainda numa base "mínima", de "cêntimos".

"Neste momento, estamos a negociar em mínimos, a não ser que a ministra nos surpreenda e nos venham a dar uma atualização salarial superior à que tinha ficado, de 0,9%", remata Helena Rodrigues.

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