Exportação explica quebra do PIB. Será necessário rever previsões do Orçamento Suplementar

Siza Vieira diz ainda que os apoios da União Europeia vão ser fundamentais para ajudar o país com as despesas de 2020.

O ministro da Economia explica que a quebra das exportações é um dos fatores que mais influenciou a queda do PIB no segundo trimestre de 2020 e adianta que os números avançados esta sexta-feira pelo INE vão obrigar a refletir sobre as projeções previstas do Orçamento Suplementar.

O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 16,5% no segundo trimestre do ano face ao mesmo período de 2019, devido aos efeitos económicos da pandemia de Covid-19, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Siza Vieira adianta que países para os quais Portugal exporta - como é o caso de Espanha, Itália, França e Alemanha - tiveram quebras superiores às estimadas, o que levou a que importassem menos de Portugal.

Pedro Siza Vieira sublinha, contudo, que "em junho, a economia já teve uma ligeiríssima recuperação".

"É provável que algumas empresas não consigam aguentar"

Pedro Siza Vieira adianta que, com o fim do lay off simplicado, as empresas terão agora de escolher as soluções que mais se adequam à sua realidade, mas lembra que "é provável que algumas empresas não consigam aguentar e que haja um aumento de insolvências e de desemprego".

Que medidas vai o Governo tomar?

"O Governo tem estado desde o primeiro momento a adotar medidas para atenuar o impacto desta crise no emprego e nas empresas", lembra Siza Vieira.

O ministro adianta que o Governo continuará, durante os próximos meses, "a tomar medidas que visam, por um lado, continuar a apoiar as empresas em relação ao alívio de custos", mas também apoiar o rendimento dos trabalhadores que perderam o emprego ou que, por serem precários ou trabalhadores informais, não têm sequer direito ao subsídio de desemprego.

"No terceiro e quarto trimestre estaremos a crescer"

Pedro Siza Vieira reforça que as projeções da União Europeia estão alinhadas com as do Governo português. O ministro de Estado e da Economia assegura que, depois da quebra no segundo trimestre, o PIB no país vai voltar a crescer.

"No terceiro e quarto trimestre estaremos a crescer. No fim do ano, comparando com 2019, vamos ter uma queda de 9%. No próximo ano, já teremos recuperado metade da queda que tivemos. Em 2022 vamos estar ao nível de 2019."

O governante explica que agora é tempo de uma subida: "Ao contrário das provas de ciclismo, o que custa mais é a descida, a subida é sempre melhor", garante.

"Temos de estar todos juntos e disponíveis para atravessar este momento. Temos de ter programas de retoma económica", sustenta.

Siza Vieira diz ainda que os apoios da União Europeia vão ser fundamentais para ajudar o país com as despesas de 2020.

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