Falência da Thomas Cook vai acabar com modelo atual do setor? Talvez não

Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, desvaloriza as declarações, e garante que o setor está adaptado aos desafios digitais.

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo rejeita as previsões do líder da Ryanair sobre o fim do atual modelo das agências de viagens. Em entrevista à agencia Reuters, Michael O'Leary antecipa o fim do mercado e duvida de que a capacidade da Thomas Cook seja substituída.

Ouvido pela TSF, Pedro Costa Ferreira, presidente da associação, desvaloriza as declarações, e garante que o setor está adaptado aos desafios digitais. O dirigente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo lembra ainda que cada caso é um caso.

"Nos últimos dois anos, 36 companhias aéreas faliram. Quer isto dizer que vamos deixar de andar de avião? Evidentemente os modelos estão a mudar; há muito mais digital nos nossos mercados e nas nossas agências de viagens."

Para o representante do setor de viagens e turismo, é necessário perceber-se que, "quando se fala de uma agência de viagens, não se está a falar de um balcão de madeira e de uma pessoa de fato, colete e gravata atrás desse balcão. Estamos a falar de gente jovem que anda com o computador debaixo do braço, gente que trabalha em casa e nas empresas com a mais moderna tecnologia".

Pedro Costa Ferreira assegura que as agências de viagem em Portugal estão de boa saúde e revela um crescimento histórico no último ano: "As agências de viagens nos últimos dois anos cresceram a taxas superiores à economia nacional. Falando deste ano, dos dados de agosto das vendas de companhias aéreas, houve a emissão de 656 milhões de euros, o que significa o maior volume de sempre."

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