"Ferramenta importante no investimento." Imobiliários contra fim dos vistos gold

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária assume que não compreende a opção do Governo em plena crise.

O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, o fim dos vistos Gold nas regiões do litoral e áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, a partir de julho de 2021. O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária fala numa medida "sem cabimento" e que surge em péssima altura.

De acordo com o Governo, a medida tem por objetivo promover o investimento estrangeiro no interior do país, mas, ouvido pela TSF, Luís Lima não tem dúvidas de que vai afastar os investidores.

"Não é bloqueando a procura em Lisboa, Porto e Litoral que se vai levar para o resto. Fizemos uma proposta para o Orçamento do Estado, para que o investimento fosse superior em Lisboa e no Porto. Fazer uma referenciação pela positiva e não acabar, até porque vai fazer com que muitos não venham para cá", admite.

Luís Lima assume ainda que não compreende a aprovação, em plena pandemia. "Não podia vir em pior altura. O imobiliário, como já foi na crise de 2008 e 2009, foi um fator determinante para a dinamização da economia. Os portugueses vão precisar dessa captação de investimento, é uma ferramenta importante para atrair investidores", assume.

Quanto às autorizações de residência já concedidas, o Governo faz saber que fica salvaguardada a possibilidade de renovação.

No final do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva anunciou a aprovação do decreto-lei que altera o regime jurídico das autorizações de residência para investimento [vistos gold], tal como previsto numa autorização legislativa do Orçamento do Estado para 2020.

O diploma tem por objetivo "favorecer a promoção do investimento de estrangeiros nas regiões de baixa densidade, nomeadamente na requalificação urbana, no património cultural, nas atividades de alto valor ambiental ou social, no investimento produtivo e na criação de emprego".

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