Fesap considera proposta do Governo "insuficiente" e quer aumento do subsídio de refeição

José Abraão destaca "abordagem diferente" do Governo.

O secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, considerou esta segunda-feira que a proposta do Governo para aumentos de salários é "insuficiente" e promete uma contraproposta.

"A proposta que conhecemos é insuficiente porque vai criar condições para que nos anos seguintes haja uma perda de poder de compra dos trabalhadores", referiu o sindicalista à saída da reunião com o Governo.

José Abraão afirma que a federação de sindicatos "não se contenta com a ideia de que o Governo nem sequer altere o valor do subsídio de refeição"

No entanto, a Fesap reconhece "alguns aspetos valorizáveis", como, por exemplo, "no que diz respeito aos assistentes técnicos que vão ter um aumento de 104,22 euros em 2023" e os "assistentes operacionais vão ter um aumento de cerca de 60 euros".

Da reunião, em que José Abraão destacou ter existido uma "abordagem diferente" do Executivo, "sai uma ideia de que o Governo considerou a possibilidade de uma negociação anual, para 2023, mas também numa perspetiva plurianual, com o objetivo de estabilizar a administração pública".

Para a reunião de sexta-feira, a Fesap deixa uma indicação: "Provavelmente apresentaremos uma contraproposta e reconhecemos alguma abertura da senhora ministra."

"Percebemos as dificuldades do país, mas não é aceitável que se peça aos trabalhadores um sacrifício de perda de salário", reflete o sindicalista.

Ainda durante a reunião, a Fesap lembrou o Governo que gostaria de "saber quais são as alterações que estão previstas para o IRS", para garantir que os aumentos salariais sejam reais.

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